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Instalada nova crise, PSD exige “urgente plano estratégico” para a economia

Tiago Mendes Dias
Política \ segunda-feira, setembro 11, 2023
© Direitos reservados
Esse programa, diz Ricardo Araújo, visa promover a diversificação e a competitividade de um território onde o desemprego tem aumentado nos setores tradicionais. Estrutura-se em 10 eixos.

É “urgente a elaboração e implementação de um Plano Estratégico para o Desenvolvimento Económico, que tenha como desígnio “afirmar Guimarães como um concelho de inovação, com padrões de qualidade ao melhor nível europeu”, defendeu o presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, numa conferência de imprensa onde criticou a perda de relevância económica face a municípios vizinhos e a inexistência de um contexto favorável à criação de novas empresas, à captação de investimento e à criação de emprego mais qualificado, por inação da Câmara Municipal de Guimarães, governada por uma maioria socialista.

A recente crise nos setores tradicionais da economia vimaranense – têxtil principalmente, num leque que inclui ainda calçado e cutelaria – é, para Ricardo Araújo, mais uma razão para Guimarães diversificar o seu tecido económico, algo que tarda, com responsabilidades para a autarquia. “Guimarães teve destaque na comunicação social, com 1032 novos desempregados entre julho de 2022 e julho de 2023, a par de anunciados despedimentos coletivos. Estes dados constituem mais uma evidência do insucesso da política económica do município de Guimarães. Várias vozes alertaram para a necessidade de diversificar a economia. O PS e os sucessivos executivos municipais têm arrastado esta situação”, lamenta.

 

Programas para start-ups e reduções de impostos entre as medidas

Além de querer respostas para as indústrias tradicionais de Guimarães, a diversificação da economia, estímulos ao empreendedorismo e transferência de conhecimento para as empresas, Ricardo Araújo apresentou um programa de 10 eixos, com medidas que, no seu entender, podem melhorar o desempenho da paradigma vimaranense: as propostas incluem o apoio a programas de transição digital para as empresas tradicionais – programas de inteligência artificial, por exemplo -, aposta na diplomacia económica para a captação de investimento. O empreendedorismo é outros dos eixos mencionados - o PSD sugere a criação do Guimarães Innovation Hub e da Start-Up Guimarães - , assim como o turismo e o comércio tradicional, a seu ver de uma promoção mais ativa e da dinamização do espaço público.

Os sociais-democratas sugerem também a criação da Marca Guimarães para os produtos agrícolas do território e o incentivo ao consumo de alimentos produzidos localmente. O PSD exige igualmente a eliminação da derrama para negócios com receitas anuais inferiores a 150 mil euros e a redução de 1,5 para 1% para negócios com volume superior a 150 mil, bem como a isenção de IMT para pessoas com menos de 35 anos que adquiram a primeira habitação.

“O objetivo é adotar uma política fiscal que transforme Guimarães num concelho amigo da fixação de talento. É preciso reduzir a Derrama, IMT, IRS e IMI. Guimarães teve uma receita fiscal ao orçamentado para 2022. Guimarães tem, até desse ponto de vista, uma folga face àquilo que tinha planeado para adotar uma política mais competitiva do ponto de vista fiscal”, vincou o líder do PSD de Guimarães.

As infraestruturas de suporte à economia, como a rede de mobilidade de Guimarães, a formação profissional para adequar o conhecimento dos futuros trabalhadores às necessidades das empresas e a melhoria dos sistemas públicos, com a aposta em sistemas inteligentes são os outros três eixos.

 

Câmara deve negociar com Governo apoio aos desempregados

A recente subida do desemprego em Guimarães deve motivar a Câmara Municipal a garantir o acesso rápido e eficaz dos munícipes nessa condição ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e ao Instituto da Segurança Social (ISS), a apoiar a formação e a reconversão de habilitações para a reintegração dos trabalhadores o mais rapidamente possível no mercado de trabalho ou a negociar com o Governo um suporte de parte dos salários dos trabalhadores parados em resultado da diminuição do volume de encomendas e assim reduzir a necessidade das empresas recorrerem ao despedimento ou ao lay-off, bem como a formação intensiva a curto prazo das pessoas nessa condição. “A autarquia tem a obrigação de rapidamente, junto do Governo, tomar as diligências necessárias”, defende Ricardo Araújo.

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