Quarteto de candidatos ao Vitória entrega listas com esperança no futuro
Depois dos anúncios, os quatro candidatos às eleições do Vitória de Guimarães entregaram as listas à mesa da assembleia-geral no Estádio D. Afonso Henriques, com um número de assinaturas acima das 300 requeridas, restando apenas serem validadas.
Caso se confirme a validação, as próximas eleições vitorianas contarão com o maior número de candidatos na história do emblema centenário, ultrapassando os sufrágios de 2007, 2019 e 2022, que reuniram, cada um, três candidatos.

Júlio Vieira de Castro: “É um desafio maior do que em 2018”
Candidato pela primeira vez em 2018, nas eleições mais equilibradas da história do Vitória, que viria a perder para Júlio Mendes, Júlio Vieira de Castro é o rosto da candidatura “Só Vitória”, que exibe “poucas semelhanças e muitas diferenças” face à candidatura “Novo Vitória”, que liderou há oito anos. “É um desafio maior do que em 2018. Não podíamos virar as costas a este desafio e abandonar o Vitória”, frisou, em declarações aos jornalistas.
Pronto a “defender os interesses do Vitória, defender os interesses dos associados e fazer crescer o Vitória de forma sustentada”, o candidato apresenta-se “sem promessas fáceis” e “com serenidade”, a pensar no “futuro do Vitória”. “Somos uma equipa ativa na vida do Vitória nos últimos anos. Estamos aqui com todo o sentido de responsabilidade para arranjar as soluções que o Vitória precisa para crescer no panorama nacional, quer nas modalidades amadoras, quer no futebol”, acrescentou.
O candidato agradeceu ainda a “muito boa recetividade” dos sócios durante a recolha de assinaturas – 1.125 sócios subscreveram a lista. “Somos um clube diferente, um clube de gente excecional”, disse, tendo ainda comunicado “um pedido de reunião” para apurar a realidade financeira do Vitória.

Belmiro Pinto dos Santos: “Assembleia-geral permitiu conhecimento global do clube”
O segundo nome a aparecer no Estádio D. Afonso Henriques foi Belmiro Pinto dos Santos, a encabeçar uma candidatura que reuniu 859 assinaturas, sob o lema “Unidos por uma paixão maior”, e que se assume preocupada com os problemas de natureza económico-financeira do emblema vitoriano. “Estou a elencar uma série de perguntas que depois formularei principalmente à direção e à mesa da assembleia-geral”, disse.
Apesar de não ter estado em funções executivas entre 2022 e 2025, o candidato vincou que o exercício do cargo de presidente da mesa da assembleia-geral nesse período lhe deu conhecimento do funcionamento do clube. “O facto de não ter funções executivas torna muito limitado o conhecimento da gestão diária do clube e da SAD. No último ano, não exercendo funções, também tive a possibilidade de ter conhecimento de algumas coisas que se foram passando. De qualquer forma, o facto de ter sido presidente da assembleia geral durante três anos permitiu ter conhecimento global do funcionamento do clube e da SAD”, salientou.

Viriato Sampaio: “Queremos componente de inovação para gerar mais receitas”
Último candidato a anunciar a entrada na corrida, Viriato Sampaio apresentou-se no estádio às 16:30, realçou o trabalho prévio que antecipou a candidatura e que lhe permite ter “bastantes dados” relativos à situação financeira, embora seja necessário um esclarecimento transversal a todas as candidaturas, que enalteceu. “O Vitória tem a situação que tem, mas há soluções. O número de candidaturas mostra que o Vitória é um clube vivo, com caminho e com futuro”, frisou o rosto da candidatura “Vencer, sentir, crescer”.
Disposto a trabalhar com a V Sports, Viriato Sampaio estabeleceu ainda as prioridades para agir, caso seja eleito presidente. “Temos de começar pela saúde financeira do clube, dentro de determinados parâmetros que vamos definir. Depois, em termos desportivos, vamos ter os departamentos próprios que vão gerir essa situação. Queremos ter uma componente tecnológica de inovação para tentar gerar mais receitas”, disse, após entregar uma lista subscrita por 1.049 associados.

Rui Rodrigues: “Não somos um projeto de continuidade. Somos um projeto de evolução”
Sob o lema “Conquistar o futuro”, Rui Rodrigues foi o último candidato a apresentar-se perante a mesa da assembleia-geral. Vice-presidente para a área financeira e administrador da SAD, o dirigente realçou que o futuro se conquista “com planeamento rigoroso, com seriedade financeira e com planeamento desportivo à altura da história do Vitória”, realçando que a sua lista não é de continuidade face à direção em exercício, liderada por António Miguel Cardoso, mas de evolução.
"Faço parte de uma direção que ainda está em funções. Por isso, sei, melhor do que ninguém, o que foi bem feito, o que está por fazer e aquilo que tem de mudar. Não somos um projeto de continuidade. Somos um projeto de evolução. A continuidade repete e a evolução melhora. É por isso que estamos aqui, com conhecimento por dentro, mas uma visão nova e uma equipa renovada", salientou, após a entrega de uma lista subscrita por 1.647 sócios.
O responsável salientou ainda que a experiência na vice-presidência e na administração da SAD com a pasta financeira lhe deu “uma resiliência muito grande” para criar uma estabilidade importante para o projeto do Vitória.