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A Oficina e ASMAV lembram Moncho Rodríguez: “Foi uma força fundamental”

Redação
Cultura \ domingo, janeiro 29, 2023
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Confrontadas com a morte do encenador galego, a cooperativa municipal lembrou a “dinamização do teatro em Guimarães”. Já a associação cultural vinca a geração de criadores que “inspirou”.

Moncho Rodríguez, encenador ligado à fundação do Teatro Oficina e seu primeiro diretor artístico, morreu este sábado, em Salvador, no Brasil, vítima de doença prolongada, e tanto a cooperativa municipal A Oficina, entidade com a qual trabalhou em 18 espetáculos entre 1994 e 2000, como a Associação de Socorros Mútuos Artística Vimaranense (ASMAV), com a qual apresentou dois espetáculos em Guimarães no ano passado, manifestaram “tristeza” e “consternação”.

“Foi com grande tristeza que tomamos conhecimento do falecimento do encenador Moncho Rodriguez, durante a tarde deste sábado, 28 de janeiro”, lê-se na nota publicada por A Oficina. “Moncho Rodriguez foi uma força fundamental na dinamização do teatro em Guimarães. (…) No Teatro Oficina encenou a peça “A Grande Serpente” em 1994, que ficou marcada na memória coletiva dos vimaranenses e que foi remontada em 2022. Nesta altura, A Oficina não poderia deixar de manifestar o seu profundo pesar, solidarizando-se com a família de Moncho Rodríguez, neste momento de perda”, prossegue a cooperativa municipal.

Estreada em 02 de julho de 1994, “A Grande Serpente” foi recriada no ano passado e apresentada em três sessões – a primeira das quais em 02 de julho, também na antiga fábrica Âncora -, sob organização da ASMAV. De 23 a 26 de novembro, Moncho encenou uma versão de “Os gigantes da montanha”, obra de Luigi Pirandello, na sede dessa associação, que o descreve como “um criador, encenador e diretor artístico ímpar”.

“Pela manhã [de sábado], faleceu, junto da sua família no Brasil, Moncho Rodríguez. A ASMAV, os seus dirigentes, colaboradores e associados sentem-se especialmente consternados”, lê-se na publicação nas redes sociais. “Moncho Rodriguez era um criador, encenador e diretor artístico ímpar, com um papel nuclear no desenvolvimento cultural e dramático de Guimarães”, completa a ASMAV, em alusão à criação da Oficina de Criação de Interpretação Dramática, que viria a culminar no Teatro Oficina.

A associação sediada na rua Gil Vicente vinca ainda que os espetáculos de 2022 foram “impares, igualmente belos e socialmente impactantes, sempre esgotados, com o público rendido ao seu génio criativo”, responsável pela descoberta de “uma geração de atores e criadores ímpares”.

“Ninguém ficava indiferente a Moncho Rodriguez. Pelo seu génio, pelo seu fascínio. Moncho era, para mais, um coração grande e bom. Mas, sobretudo, Moncho foi um Homem e não perdeu um segundo da sua vida”, conclui a ASMAV.

Natural de Vigo, na Galiza, Ramón Rodríguez Guisande desenvolveu o seu trabalho entre Espanha, Portugal e o Brasil, onde veio a falecer. Fez de tudo no teatro, foi diretor de atores, dramaturgo, cenógrafo, figurinista, aderecista e músico. Em finais da década de 1970 esteve ligado ao Teatro Universitário do Porto e já na década de 1980 ao Teatro Experimental do Porto. O seu teatro deixou ainda marca em concelhos como Fafe, Póvoa de Lanhoso e Montalegre.

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