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Rui Rodrigues: “Estamos com toda a vontade de dar a volta à situação"

Tiago Mendes Dias
Desporto \ terça-feira, setembro 22, 2026
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No dia do 104.º aniversário do Vitória, o presidente assume que o início de campeonato está a ser “frustrante”, pelo facto de a classificação não refletir o que a equipa tem feito em campo.

Todos os departamentos do Vitória SC estão “muito unidos” para darem a volta ao momento atual da equipa principal de futebol, que ocupa o 14.º lugar da Liga Portugal Betclic, com cinco pontos ao cabo de sete jornadas, afirmou esta terça-feira o presidente, Rui Rodrigues. Os cinco golos marcados ao cabo de 134 remates, o maior número do campeonato a par do Benfica, tornam a situação mais difícil de aceitar, mas o dirigente promete “resistência”.

“Pelo que temos demonstrado nestas primeiras sete jornadas, a classificação não se coaduna com o que temos feito no relvado. O que conta é a bola entrar. Nesse sentido, temos de trabalhar mais afincadamente no dia a dia para que isso aconteça. É um bocado frustrante, mas, internamente, acreditamos muito nos jogadores e no treinador. Acreditamos muito no trabalho que estamos a fazer internamente”, realçou, após a cerimónia do hastear da bandeira no Estádio D. Afonso Henriques, por ocasião do 104.º aniversário.

Orgulhoso de participar em mais uma efeméride vitoriana enquanto responsável máximo e pronto a “honrar todas aquelas gerações que ajudaram a construir o Vitória”, nos valores, na identidade e na mística, o responsável comentou ainda o trabalho de construção do plantel, vincando que a estrutura para a estratégia no futebol estava praticamente reduzida “a zero” quando assumiu o cargo e começou a preparar a época, em articulação com o diretor desportivo, Fernando Meira.

"Evidentemente, não é fácil entrar no início de julho para tomar decisões, sobretudo no que é a constituição de uma equipa. Passado mês e meio, começava o campeonato. Entrámos com zero, no que podia ser uma estrutura de scouting. Não tínhamos. Toda a estrutura que existia de estratégia de futebol saiu. O clube ficou órfão da estratégia para o futebol. Evidentemente, tentámos fazer o máximo possível. Tudo o que foi feito em termos de entradas contou com a opinião e com a decisão de vários setores do Vitória. Não foram decisões isoladas ou individualizadas pelo Fernando e por mim. Estenderam-se ao scouting e aos treinadores. Falo da equipa A e da equipa B”, descreveu.

Rui Rodrigues admitiu ainda que estavam programadas duas ou três saídas que não se concretizaram por fatores que ultrapassam o Vitória e que a principal missão ao longo dos primeiros 100 dias de trabalho tem sido o de reabilitar “o clube estruturalmente”, com foco na humanização para inverter “as relações frias” que existiam no universo vitoriano e para se criar mais valor.

"A estabilidade é fundamental. Temos de ter uma capacidade de decisão que dê tranquilidade. As pessoas começam a perceber quais as nossas dinâmicas, a exigência que temos de ter aqui dentro. Toda a gente aqui tem de criar valor para que o Vitória seja um clube maior. Aí, sim, podemos ir para o exterior pedir o apoio [dos adeptos] que nos tem de ser dado. Evidentemente, sabemos que existe pressão. Por isso, somos um clube 'grande'. Temos de a saber aceitar e digerir. A frustração dos adeptos é a nossa frustração”, referiu.

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