Sede do Cineclube acolhe Encontro pela Justiça Climática no Norte
A sede do Cineclube de Guimarães é, neste sábado, palco do Encontro pela Justiça Climática no Norte, onde cerca de 30 entidades da região discutem a construção de “respostas concretas, democráticas e socialmente justas para os desafios ecológicos” deste tempo, marcado por “ondas de calor, incêndios, poluição, habitação precária ou insegurança alimentar”, fruto das alterações climáticas.
“Nas cidades, sentimos os impactos através da poluição, do turismo intensivo, da especulação imobiliária ou da dependência energética. Nos territórios rurais, vemos o abandono, os incêndios, a mineração, as monoculturas intensivas e a perda de biodiversidade e de modos de vida tradicionais”, lê-se na nota relativa ao evento.
Convencidas de que as alterações climáticas não afetam “todas as pessoas da mesma forma”, com algumas a serem favorecidas por “modelos económicos que aprofundam a crise ecológica e as desigualdades sociais”, as entidades presentes, entre as quais a Associação Vimaranense para a Ecologia e o Laboratório de Ação Cívica, discutem como reforçar a voz dos grupos mais afetados pelo “colapso climático”, o empoderamento das comunidades atingidas por incêndios e a aposta em métodos como a antropologia visual, o cooperativismo integral e a economia regenerativa para atenuar os danos provocados por fenómenos climáticos em grupos sociais mais desfavorecidos.
Um dos momentos que sobressai na iniciativa é a apresentação do EJMapping, um inquérito nacional de conflitos ambientais, para identificar “projetos conflituosos, impactos sociais e injustiças, ações de defesa ambiental, resultados, e possíveis soluções futuras”, com um mapeamento de situações de conflito no Norte.