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Candidatura a CVE pronta a ser submetida. CDU questiona descargas

Redação
Política \ sábado, abril 29, 2023
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Domingos Bragança disse que a versão sintética do documento tem de ser apresentada até ao fim de abril, depois de questionado na Assembleia Municipal sobre o dossiê e também sobre descargas nos rios.

A candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia tem mesmo de ser apresentada até ao final deste mês de abril, estando o “documento sintético de candidatura” já pronto a ser submetido nas plataformas digitais, confirmou o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança.

“Vamos submeter a candidatura esta sexta-feira ou sábado”, disse na quinta-feira, 27 de abril, na sessão da Assembleia Municipal realizada no Teatro Jordão, em resposta a uma pergunta de Torcato Ribeiro, deputado da CDU. “Já assinei a declaração de submissão. A candidatura está pronta a ser submetida nas plataformas digitais”.

O assunto emergiu depois de o deputado comunista ter lembrado, na primeira intervenção da noite, que abril de 2023 fora avançado como prazo-limite para nova candidatura a CVE na reunião de Câmara descentralizada que ocorreu a 06 de junho de 2022, no Laboratório da Paisagem, tendo o ambiente como tema principal. Para Torcato Ribeiro, está o faltar ao projeto “um maior envolvimento da população”.

“Estamos a três dias do fim do mês de abril e não temos notícias desta nova candidatura. Apesar dos vários apelos, a candidatura não teve o eco que a CDU defende que deveria ter tido, com maior envolvimento da população, parte primordial para o sucesso na mudança de comportamentos”, realçou.

Confrontado com tal observação, Domingos Bragança reconheceu que “quanto mais envolvência houver dos senhores deputados, da Câmara Municipal, das nossas Juntas de Freguesias, das diversas entidades, de toda a comunidade, tanto melhor”. “Queremos ser CVE, mas temos de fazer um caminho, de ver onde temos as fragilidades e de as superar”, apontou.

 

CDU lamenta descargas e indica coletor subdimensionado em Brito, no rio Ave

Na semana que precedeu a submissão da nova candidatura a CVE, o rio Selho correu branco em São Lourenço de Selho e o Ave foi alvo de descarga em Caldas das Taipas, território em que a Agência Portuguesa do Ambiente voltou a chumbar a classificação da Praia Seca como água balnear, disse Torcato Ribeiro, acrescentando ao seu discurso o caso de um coletor subdimensionado em Brito, que continua a verter esgoto para o rio Ave, mesmo após ter ficado a descoberto no âmbito da limpeza das margens para a criação da ecovia.

“Ficou a descoberto um coletor claramente subdimensionado, que verte esgotos para o rio de noite e de dia. Ainda não está resolvido, continua a verter. Disse-nos que os coletores são problemas da Águas do Norte, sendo preciso ver o problema entre Câmara e Águas do Norte”, disse.

Convencido de que a poluição tem de ser olhada “como se de um incêndio se tratasse”, o deputado municipal avisou que os guarda-rios já “descobriram mais coletores como aqueles”. “Escondidos pelos arbustos, continuam a verter para as linhas de água do concelho, contribuindo para que o concelho continue sem uma praia fluvial e a ter classificações baixas no que aos recursos hídricos diz respeito”, sublinha.

Domingos Bragança concordou com Torcato Ribeiro quanto aos coletores, vincando que, sob a tutela da Vimágua e não da Águas do Norte, seria mais fácil resolver os problemas. “Se eu pudesse, o saneamento entregue às Águas do Norte seria nosso, da Vimágua. É muito diferente atuarmos através da Vimágua, em que há uma hierarquia subordinada direta. Outra coisa é a Águas do Norte, em que várias vezes faz ouvidos de mercador. Temos reuniões e não acontece nada. A Águas do Norte tem outras lógicas que não a do concelho de Guimarães”, admitiu.

O autarca mostrou-se ainda incomodado pelo facto de, em casos de descarga poluente, a Câmara Municipal, a GNR ou os guarda-rios, entidades no terreno “para proteger”, serem alvo de crítica social, mais do que “quem transgride”. “O que mais me incomoda é que quem transgride parece que, do ponto de vista da crítica social e da opinião pública, não lhe acontece nada”, disse, admitindo que é “preciso aumentar a eficiência da vigilância”, mas que não é possível haver “um política atrás de cada cidadão infrator”.

 

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