Tamila Holub: “Até não treinando tanto, quero bons resultados e ajudar”
Entre os sete nomes com que o Vitória se apresenta para a 2.ª Divisão Nacional feminina, em Tomar, no domingo e na segunda-feira, sobressai o de Tamila Holub. Presente nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, onde percorreu os 800 metros livres, e nos Jogos de Tóquio, em que participou nos 800 e nos 1500 livres, disciplinas de fundo, a nadadora, de 26 anos, vai representar as cores vitorianas em provas mais rápidas: os 50, os 100 e os 200 metros livres.
Depois da participação inaugural, em 2024, Tamila Holub volta a envergar a touca preta e branca neste ano… já depois do anúncio oficial do fim da carreira, a 30 de outubro. Ao Jornal de Guimarães, a atleta portuguesa nascida na Ucrânia realçou que, por norma, vai estar afastada da competição a título individual, mas admite participar em futuros campeonatos de clubes, até pela relação firmada com o Vitória, principalmente através da sua irmã, Sofia, que vai competir nos 400 e nos 800 livres, e do treinador Rui Costa.
“Competir vai depender mesmo da minha vida e da minha ocupação, até em termos profissionais. Obviamente não estou a treinar tanto tempo como antes, mas, ainda assim, vou tendo algum tempo livre para treinar. Daí também poder competir neste Nacional de clubes. Por mais que haja uma ótima relação com a minha irmã Sofia e com o Rui, se visse que não estaria a treinar, nunca na vida competiria pelo Vitória. Até não treinando tanto como antes, quero na mesma ter bons resultados e ajudar a equipa", disse.
Tamila Holub vinca que tudo “vai depender da disponibilidade” que tiver: “Se vir que consigo continuar a conciliar, seria um gosto competir para o próximo ano, apenas no campeonato de clubes, a título de exceção, para dar uma ajuda ao Vitória, a equipa que me acolheu e que acolheu a minha irmã. É um passo de cada vez, uma época de cada vez".
A participação depende, no entanto, das necessidades do Vitória. “Se vir que a equipa está com gente mais nova com potencial, como é óbvio cedo o meu lugar e deixo as 'miúdas' fazerem a 'magia'", completou.
“Gosto muito do olhar fresco e das novas energias” que o Rui dá à natação
Vinculada ao Sporting de Braga na maior parte da carreira, a nadadora estabeleceu a relação com o Vitória através de João Costa, nadador nos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, que conheceu nos estágios da seleção portuguesa e que considera “uma pessoa impecável, além de ótimo atleta”, e de Rui Costa, a quem elogia a personalidade e a abordagem ao treino.
Sempre gostei muito da personalidade do Rui e da abordagem, ou seja da forma como vê o processo de treino". "O facto de, no passado, ter sido um fundista como eu faz-nos compreender muito bem um ao outro. Gosto muito desse olhar fresco e das novas energias que tem trazido para a natação, não só a nível local, mas a nível nacional. Estamos a falar de uma geração de treinadores novos que trazem uma lufada de ar fresco", sublinha.
Essa relação foi crucial para o ingresso no Vitória por parte de Sofia Holub, irmã mais nova de Tamila, na segunda metade de 2024. "A relação com o Rui foi sempre muito boa. Quando estava a pensar, junto com a minha família, onde seria bom a minha irmã continuar a sua carreira, dentro da nossa área geográfica o Vitória foi o primeiro nome a surgir, precisamente por causa do bom ambiente na equipa, com o João, o Miguel Oliveira e o Rui Costa, referências a nível nacional”, esclarece.
Essa ligação entre as atletas é um atributo que sobressai numa equipa que busca o melhor resultado possível em Tomar, embora seja difícil fazer previsões em relação às outras 23 equipas. “Por mais que se façam previsões, há sempre surpresas. Nunca sabemos se uma equipa vai apresentar atletas estrangeiras. A ideia é dar o máximo e ver como as coisas vão correndo", conclui.