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Transporte flexível. Operação de risco “muito elevado” para “complementar”

Bruno José Ferreira
Política \ sábado, dezembro 17, 2022
© Direitos reservados
Oposição coloca reservas a um serviço que que é considerado de risco “muito elevado”, câmara sustenta que estudos realizados por especialistas sustentam transporte a pedido gerido pela Vitrus.

Guimarães terá, em breve, uma resposta “complementar” de transporte público rodoviário operada pela empresa municipal Vitrus. Este tema foi debatido em reunião de câmara, sendo levantadas algumas reservas pela oposição.

Vânia Dias da Silva frisou que não há “nada a opor” a esta medida, sustentando que “é para isso que servem as instituições públicas, para garantir serviços quando os privados não conseguem”.

No entanto, não deixou de mostrar preocupação, pelo facto de “no próprio contrato estar incluídos os riscos considerados muito elevados da operação, atendendo à dificuldade em prever qual é a procura”. A vereadora do CDS questionou a câmara sob a base para estipular horários, perguntando se há algum estudo sobre isto, uma vez que esta oferta é inédita no concelho.

Sofia Ferreira, vereadora com o pelouro dos transportes, esclareceu que “quando foi apresentado o estudo da rede de transporte público já tinha esta vertente de transporte flexível, de transporte a pedido”. “Não tem como objetivo substituir a oferta regular, mas sim complementar”, atesta a vereadora, dizendo que “é uma novidade”, “não tem histórico de procura”, e por isso acarreta algum risco.

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, reforçou que esta oferta foi concebida com base em “estudos” e acompanhamento de “especialistas nesta área”. Bragança frisou ainda que este serviço, da Vitrus, poderá perspetivar o futuro com uma hipotética municipalização dos transportes.

“Se há experiência que ficou da pandemia, foi que as entidades tiveram de intervir para impor os serviços, se não a realidade é que não era feito. E tivemos de pagar. Compreendi que deveríamos ter uma estrutura municipal para respostas mais necessárias e mais inteligentes”, disse. “Com esta empresa temos direito a concorrer a fundos comunitários, por exemplo, para comprar um autocarro. Por tudo isto, fui criando a ideia de que deveríamos criar uma empresa de transporte público municipal”, atirou.

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