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Turismo Industrial quer posicionar Guimarães “através do que é identitário”

Redação
Cultura \ sexta-feira, junho 28, 2024
© Direitos reservados
Com o objetivo de diversificar a oferta turística, e aumentar a estada de quem nos visita no território, é possível visitar unidades produtivas vimaranenses. Um turismo com caráter "identitário".

A Câmara Municipal de Guimarães, através da Divisão de Turismo, acrescentou esta quinta-feira uma nova componente turística à sua oferta, com a apresentação do plano de Turismo Industrial do concelho. Uma vertente diferenciada que potencia a diversidade turística na região, acredita Paulo Lopes Silva.

O vereador esteve presente na apresentação que teve lugar na Lameirinho, um dos parceiros do município neste arranque do projeto. "Há três anos definimos objetivos para aumentar a estada média em Guimarães e para nos promovermos com base no que somos. Queremos posicionar-nos através do que é identitário", apontou.

Para sustentar esta aposta, lembrou que “temos um tecido económico que nos coloca entre maiores exportadores e uma das balanças comerciais mais positivas do país” e, nesse sentido, “tínhamos de mostrar o melhor que temos no território, porque esta é uma das experiências que faz parte do território".

"Temos de aliar o contexto cultural à carga monumental"

Convidando as empresas a aderir a esta oferta – o projeto arrancou com cinco empresas: Lameirinho, Belo Inox, Lasa, Jordão e Coleima – Domingos Bragança considerou que temos “condições excecionais para ser diferenciadores, porque temos história, mas uma história feita futuro".

Esta ideia surge no contexto de diversificação que há para oferecer. "Temos de aliar o contexto cultural à carga monumental", na medida em que o território tem empresas de diversas áreas, como "indústria têxtil, cutelaria, cartonagem, equipamentos de frio", entre outras, aliadas à “ciência e tecnologia de topo”. “Quem está de férias quer uma boa experiência", disse.

Na sua intervenção o presidente da Câmara de Guimarães voltou a admitir uma das suas preocupações, ao dizer que “Guimarães não tem hotelaria suficiente”. “Os operadores turísticos trabalham de acordo com a oferta disponível. Se não houver, os operadores reencaminham para outras cidades", atirou.

"É sempre importante ir acrescentando novas razões de visita a quem escolhe o território"

Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte, esteve presente no lançamento, destacando precisamente a “diversidade” como componente diferenciadora. "Há regiões muito fortes num ou dois produtos: sol, mar, golfe", disse, elencando o que há a conhecer no norte. "É sempre importante ir acrescentando novas razões de visita a quem escolhe o território".

O pontapé de saída desta nova oferta fez-se com uma visita às instalações da empresa têxtil Lameirinho, que através de Paulo Coelho Lima assumiu que “para a empresa é importante dar experiência educativa a quem nos visita, de forma a perceberem como se transforma produtos simples no que usam todos os dias”. A empresa, de resto, tem tido visitas de alunos universitários e de seniores.

As cinco empresas mencionadas anteriormente estão na rota do turismo industrial vimaranense, sendo possível fazer visitas às instalações e perceber como funcionam as respetivas unidades de produção.

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