Uma década depois, Húmus vai “celebrar a palavra” com renovação estratégica
Depois do Teatro Jordão em 2025, o festival literário de Guimarães fixa-se no Centro Cultural Vila Flor (CCVF) neste ano, mas sem perder a ligação umbilical à Biblioteca Municipal Raul Brandão e ao vulto da literatura portuguesa que inspira o seu nome – “Húmus”, título da magnum opus do escritor nascido em 12 de março de 1867 e do evento que se desenrola na cidade-berço desde 2016.
De 7 a 12 de março, a 10.ª edição do festival integra mesas de debate, entrevistas de vida, apresentações de livros, sessões para escolas, programação infantojuvenil, exposições e uma minifeira do Livro, envolvendo o mercado livreiro vimaranense, com entrada gratuita.
Já o leque de convidados inclui Valter Hugo Mae, Ondjaki, Patricia Reis, Rodrigo Guedes de Carvalho, Hugo van der Ding e Itamar Vieira Junior, entre demais autores e criadores de diferentes gerações e geografias e ainda escritores e artistas locais.
Na sua intervenção, a vereadora municipal com os pelouros da educação e da cultura enalteceu o Húmus como espaço de “reflexão, diálogo e inquietação”, como espaço de valorização da língua portuguesa e como lugar de diálogo entre comunidades. Isabel Ferreira vincou ainda que a edição de 2026 servirá de diagnóstico e renovação estratégica, já que, a seu ver, “os eventos culturais devem evoluir, acompanhando a crescente procura pelo livro, pela leitura e pelos espaços públicos de partilha cultural”.
Com um lema, claro está, inspirado em Raul Brandão – “E ainda o que nos vale são as palavras, para termos a que nos agarrar", o festival distingue-se ainda pelo espírito agregador, frisou a diretora da Biblioteca Municipal. “O Húmus é uma celebração da palavra enquanto espaço de encontro. Queremos que as pessoas venham, participem, conversem e sintam que a literatura continua a ser um lugar de partilha e de pensamento crítico”, disse Juliana Fernandes.