Unsafe Space Garden levam novo álbum e muita cor ao South by Southwest
As perguntas e o olhar bem adultos que os Unsafe Space Garden lançam a partir da estética infantil que os caracteriza – cor por todo o lado, aparente espontaneidade e ingenuidade de versos que incitam a pensar, som psicadélico – voltam a estar vertidos no seu mais recente trabalho. A 4 de março, o sexteto radicado em Guimarães lançou “O melhor e o pior da música biológica”, um álbum que descreve como “uma amálgama de esperanças e feitiços cantados 99,8% na língua portuguesa”, com o intuito de “dissipar as sombras de cada um”.
Das nove canções que compõem o disco, algumas têm raiz em 2019, ano em que os Unsafe Space Garden se formaram e lançaram “Bubble burst”, trabalho de curta duração, que antecedeu os mais longos “Guilty measures” (2020), “Bro, you got something in your eye” (2021) e “Where’s the ground” (2023). A transformação mais notória em sete anos é mesmo a língua em que expressam a sua mensagem: depois de “Bubble burst”, a banda entreabriu portas à língua-mãe, sempre acentuando o sotaque de Guimarães, e adotou-a por unanimidade neste álbum mais recente, que já conta com os singles “FKNKU” e “Mais uma voltinha”.
A banda já apresentou algumas das novas canções no espetáculo que proporcionaram em Vila Real, em 28 de fevereiro, mas os primeiros concertos após o lançamento de “O melhor e o pior da música biológica” dar-se-ão no South by Southwest, um dos festivais de música, cultura e entretenimento mais relevantes dos Estados Unidos, que ocorre anualmente em Austin, capital do Texas. As atuações dos vimaranenses estão marcadas para sábado, segunda-feira e quarta-feira, último dia do festival.
Os Unsafe Space Garden voltam aos palcos lusos em abril – passam por Fafe, Lisboa, Porto, Caldas da Rainha e Odemira -, antes de passarem maio no Reino Unido e nos Países Baixos. O The Great Escape, em Brighton, acolhe dois concertos, em 14 e 15 de maio, antes da banda rumar a Haia, em 23 de maio, e a Lichtenvoorde, no dia seguinte. Também há concertos marcados para Barcelos, Aveiro, Covilhã e Montemor-o-Novo, em junho, e uma nova passagem pela capital portuguesa em 30 de outubro.