Vai-m’à Banda regressa no sábado entre as tascas do Toural e da Penha
O festival que circula entre tascas, enquanto se petisca e se bebe, está de regresso no próximo sábado, ocupando, como é hábito, o palco principal do calendário cultural vimaranense no último fim de semana de agosto.
A nona edição do Vai’m-à Banda realiza-se no dia 29, com um cartaz que inclui Plaka, Lau Ro, Filipe Sambado e José Pinhal Post-Mortem Experience, elaborado e divulgado pela Revolve, promotora e editora musical vimaranense.
Itinerante, o cortejo musical termina na Penha, mas começa num lugar diferente. Primeiro palco em anos anteriores, a Tasca Expresso, no Largo República do Brasil, dá lugar à Taberna Toural, localizada nas traseiras da sala de visitas da cidade e voltada para o Largo António Leite de Carvalho.
Esse arranque, em pleno centro histórico, estará a cargo dos Plaka, trio instrumental composto por Jorge “Cientista” Carvalho na bateria, Luís Masquete no baixo e Márcio Góis na guitarra.
Aí, distribuem-se as pulseiras que garantem o acesso ao teleférico para se assistir aos restantes concertos. O périplo pela Penha começa na Adega do Ermitão, com Lau Ro, nome do indie brasileiro com origem em São Paulo e residência em Brighton, que liderou os Wax Machine entre 2020 e 2023 e que se lançou a solo em 2024, com o álbum “Cabana”, antes de editar “Lau” neste ano, com uma sonoridade em que a bossa nova, tropicália e psicadelismo envolvem um “folk luminoso, de uma delicadeza rara”, indica a organização.
Da Adega do Ermitão, os apreciadores de tascas e de música seguem para os Amigos da Penha, onde Filipe Salgado irá interpretar na íntegra o seu primeiro álbum – “Vida Salgada” -, lançado precisamente há 10 anos, com “nove canções entre o desamor e a esperança, numa pop que tem tudo lá dentro, da música de baile ao psicadelismo”, sugere a Revolve.
O Vai-m’à Banda de 2026 termina com uma banda que promete despedir-se dos palcos neste ano: intérpretes das canções de baile de José Pinhal, músico de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, que morreu em 1993, os sete músicos portuenses que compõem a José Pinhal Post-Mortem Experience prometem um concerto onde o auditório estará preparado para trautear as canções, no Tas’co Pio.