As palpitações ficam para o Pinheiro. Novo êxito do Vitória em noite calma
A versão 2025/26 do Vitória SC tem sido dada a jogos de incerteza no resultado até ao último minuto, constituindo exceção o triunfo no reduto do Estrela da Amadora, por 2-0, em setembro. Ora, a receção ao AVS em véspera de Pinheiro proporcionou ao treinador Luís Pinto, aos quase 12 mil espetadores que se deslocaram ao Estádio D. Afonso Henriques e aos restantes adeptos vitorianos.
A equipa trajada de branco goleou a formação de Vila das Aves por 4-0, numa noite em que já detinha uma vantagem de três golos após a primeira meia hora de jogo. Pese algumas dificuldades a segurar a bola no início da segunda parte, os vitorianos retomaram o controlo do desafio a partir dos 65 minutos e ainda tiveram tempo para desenhar mais um golo.
A partida começou morna, mas sem qualquer dúvida acerca de quem ditava o ritmo do jogo. A iniciativa pertencia na totalidade ao Vitória, como se viu no lance de Telmo Arcanjo aos 10 minutos, que culminou num remate à malha lateral exterior. Quatro minutos depois, Nélson Oliveira revelou melhor pontaria: concluiu um lance desenhado pelo passe longo de Miguel Maga e pela assistência de Oumar Camará com um remate na passada, ao ângulo inferior. João Gonçalves não tinha qualquer hipótese!
Se o AVS revelou falta de iniciativa atacante no primeiro quarto de hora, as fissuras na sua organização também começaram a sobressair a partir daí, como se viu no segundo e no terceiro golo vitorianos: aos 27 minutos, Óscar Rivas aproveitou da melhor maneira uma autêntica assistência de Rúben Semedo, com um remate que ainda ressaltou em Devenish e no poste, e Beni Mukendi apareceu isolado, mas colocado em jogo por três defesas avenses para fazer o 3-0, cinco minutos depois.
Ainda que as recuperações de três golos não sejam inéditas no futebol, a equipa de João Pedro Sousa não mostrava condições para o fazer. O embate entre vizinhos estava praticamente decidido. Pese alguns espaços concedidos no setor intermédio, a equipa de Luís Pinto era mais intensa e ganhava praticamente todos os duelos. Os seus pupilos jogavam num andamento superior ao do adversário.
O figurino do encontro mudou um pouco no início da segunda parte, com a entrada de Rafael Barbosa no AVS, autor de um cruzamento para o cabeceamento de Nenê à trave, mas esse lampejo a prenunciar uma eventual reação apagou-se num ápice. O Vitória foi de novo dono e senhor do jogo nos 25 minutos finais, coroando essa superioridade em campo com mais um golo: um cabeceamento assertivo do jovem Oumar Camará, em resposta a um cruzamento de Abascal, momentaneamente encostado à esquerda.
O segundo triunfo consecutivo na Liga estava assim selado, garantindo uma subida provisória dos vitorianos ao sétimo posto, com 17 pontos. O Vitória e os seus adeptos vão usufruir de um início de fim de semana tranquilo… antes do trovão de bombos e caixas que vai ribombar pela cidade no sábado à noite.