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Vitória de serviços (bem) mínimos segue em frente na Taça de Portugal

Tiago Mendes Dias
Desporto \ sábado, outubro 17, 2026
© Direitos reservados
Apesar de jogar em superioridade numérica mais de 45 minutos, o Vitória foi incapaz de se impor com clareza a um oponente da Associação de Futebol de Viseu. Miguel Maga resolveu.

Os sinais de preocupação no universo vitoriano continuam bem vivos, apesar do regresso aos triunfos neste sábado à tarde nublado, no relvado sintético de Castro Daire. A equipa que vestiu de negro apurou-se para a quarta eliminatória da Taça de Portugal, ao vencer por 1-0 na visita ao Lamelas, formação que milita no principal campeonato da Associação de Futebol de Viseu, mas a imagem deixada levanta muitas dúvidas para o futuro próximo.

Até à expulsão de Ruizinho, no lado dos anfitriões, aos 41 minutos, o Vitória teve quase sempre posses de bola estéreis, criando apenas uma ocasião clara de golo. Depois disso, a superioridade foi mais evidente, mas a inspiração só emergiu a espaços. Miguel Maga, oportuno, resolveu um jogo que se encaminhava para uma situação delicada, com uma recarga certeira a uma tentativa de Oumar Camara.

Um parágrafo basta para descrever 45 minutos iniciais muito pobres. Incapaz de contornar a organização defensiva e a pressão do Lamelas, equipa muito solidária em campo, apesar das limitações, o conjunto de Tiago Margarido foi incapaz de aproveitar o vento favorável e limitou-se a trocar a bola em terrenos recuados, cometendo vários erros pelo meio.

As ocasionais tentativas de lançar bolas para as costas da defesa beirã, para aproveitar a velocidade de Patrick Ouotro, não surtiram efeito, pelo que o Vitória se limitou a criar perigo em iniciativas individuais, num remate de longe de Telmo Arcanjo, num remate ao lado de Miguel Maga e num outro de Oscar Rivas para defesa de Dani Dias. Pelo meio, Ruizinho derrubou Arcanjo à entrada da área e viu o segundo cartão amarelo aos 41 minutos, deixando a equipa do principal campeonato distrital de Viseu reduzida a 10 elementos.

A segunda parte foi mais aberta, com o guarda-redes do Lamelas a assumir-se logo como protagonista, ao defender um livre de Alanzinho. Com as entradas de Mitrovic e de Gonçalo Nogueira para os lugares de Beni Mukendi e de Santiago Verdi, o Vitória subiu no terreno e jogou mais tempo nas imediações da área contrária, apesar de potenciais oportunidades se perderem com os sucessivos erros no último passe.

Apesar das várias contrariedades físicas sentidas ao longo do desafio, com Francisco Dias e Sidibé a saírem lesionados e Strata a manter-se em campo condicionado nos 25 minutos finais, após Tiago Margarido ter esgotado as substituições, com as entradas de Mosquera, para o lugar de Sidibé, e de Oumar Camara para o lugar de Telmo Arcanjo. A entrada do atacante francês dinamizou o setor mais adiantado do Vitória, com reflexos nas tentativas de golo que se deram a partir daí.

Depois do Lamelas ameaçar o golo pela única vez, aos 65 minutos, num cabeceamento de Edgar Lopes para defesa de Lucas Furtado, o Vitória respondeu por Alanzinho, mais interventivo na segunda parte após uma primeira parte sem influência na manobra da equipa, e em dois remates de Mitrovic para duas excelentes defesas de Dani Dias.

O guarda-redes do Lamelas ainda travou o remate de Oumar Camara aos 78 minutos, mas foi impotente para travar a recarga vitoriosa de Miguel Maga, um dos vitorianos mais esclarecidos em campo, numa exibição coletiva pautada pela falta de criatividade e de sincronização entre os jogadores.

A partir daí, o Vitória limitou-se a segurar o esférico para guardar a vantagem, o que fez com sucesso, apesar de o Lamelas correr em busca do empate até ao apito final, dispondo de vários cantos no tempo de compensação.

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