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Vitória e Villa autorizados a jogar na UEFA, mas sem transferir entre si

Redação
Desporto \ sábado, julho 08, 2023
© Direitos reservados
O organismo também proíbe os dois clubes de celebrarem acordos e de partilharem observadores ou bases de dados, apesar de viabilizada as suas inscrições na Liga Conferência Europa.

O Vitória, sexto classificado do principal campeonato português em 2022/23, e o Aston Villa, sétimo da Premier League na época transata, viram confirmadas as inscrições na edição 2023/24 da Liga Conferência Europa, mas estão impedidos de transferir jogadores entre si, seja em definitivo ou por empréstimo, direta ou indiretamente, até Setembro de 2024, como “prova adicional da sua independência” nas suas operações, revelou a UEFA, através do Corpo de Controlo Financeiro dos Clubes, esta sexta-feira.

O Villa, propriedade do fundo V Sports, e o Vitória, em que o mesmo fundo adquiriu 46% das ações da SAD por 5,5 milhões de euros, antes de reduzir essa participação para 29% no final de junho, estão ainda impedidos de celebrarem “qualquer tipo de cooperação, acordos técnicos ou comerciais conjuntos” e de partilhar “observadores ou base de dados de jogadores”.

Com base no Artigo 5 do Regulamento de Competições da UEFA, respeitante à propriedade múltipla dos clubes, a UEFA impede que um “clube propriedade de qualquer outro clube que participe numa competição de clubes da UEFA” e que alguém esteja “simultaneamente envolvido, direta ou indiretamente, a qualquer título, na gestão, administração e/ou desempenho desportivo de mais do que um clube participante numa competição de clubes da UEFA”.

Além de o fundo V Sports ter reduzido a participação no capital social do Vitória, mantendo os 5,5 milhões do valor de aquisição, mas abdicando da doação de dois milhões para infraestruturas, os seus líderes, Nassef Sawiris e Wesley Edens, eleitos para o conselho de administração em 23 de maio, deixaram os cargos. O fundo deixou, aliás, de ter representação no órgão.

A UEFA afirma ter aceitado as inscrições de Aston Villa e de Vitória, de Brighton e Union Saint-Gilloise e de AC Milan e Toulouse após se ter procedido à “redução significativa da participação dos investidores em um dos clubes, ou transferência do controlo efetivo e tomada de decisão de um dos clubes para uma parte independente”, de se garantirem “restrições significativas na capacidade de fornecer financiamento a mais do que um clube” e de não haver “representação na direção, nenhuma capacidade de nomear diretamente novos membros da direção de mais do que um clube”, nem de “participar na assembleia geral ou capacidade de intervir em decisões importantes, como a aprovação de orçamentos” por parte da entidade com participação em dois clubes; no caso do Vitória e do Aston Villa, o V Sports.

Caso não se verificassem essas condições, a UEFA só aceitaria um dos clubes com a participação de uma mesma entidade. Como os dois clubes se apuraram para a mesma prova, iria participar aquele que se classificou numa posição mais elevada no seu campeonato; nesse caso, o Vitória disputaria a Liga Conferência e o Villa ficaria de fora.

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