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Vitória promete batalhar ponto a ponto na Taça e mirar ao top-4 na Liga

Tiago Mendes Dias
Desporto \ quinta-feira, março 12, 2026
© Direitos reservados
Equipa de voleibol masculino enfrenta Benfica nas meias-finais da Taça de Portugal e quer ser competitiva. No campeonato, turma de Eduardo Faustino já cumpriu objetivos qualitativos, mas almeja top-4.

A equipa masculina de voleibol do Vitória SC está a viver uma semana diferente da maioria que compõe a época. Prestes a atravessar o país rumo a Albufeira, para disputar a final four da Taça de Portugal, o plantel está “mais do que preparado” para jogar com elevados índices de competitividade perante o favorito Benfica, no sábado às 15h00, por forma a tentar garantir a sexta final da história do clube, no domingo, às 16h00, perante Sporting ou Académica de Espinho, protagonistas da outra meia-final.

“É uma competição motivante. O último jogo em casa contra o Benfica tem de nos motivar mais [derrota por 3-1]. Receber o Benfica e impor um primeiro set como impusemos e um terceiro em que perdemos em pormenores. É continuar os nossos níveis de competitividade. Temos de dar importância a todos os pontos. Cada um é uma oportunidade para estar mais perto de ganhar. Acreditamos no nosso processo e no trabalho de equipa”, realçou o treinador Eduardo Faustino, em declarações ao Jornal de Guimarães.

A viagem para o Algarve, uma das regiões do país com menos praticantes de voleibol, pelo que requer divulgação, acarreta pequenos obstáculos na preparação, como a demora da viagem e o entrave à maior presença de adeptos vitorianos, mas o técnico realça que a equipa já está focada no desafio com os encarnados desde que assegurou o quinto lugar na Liga Una Seguros, razão que certamente contribuiu para a derrota caseira na 22.ª segunda e última jornada da fase regular, com o Ala Nun’Álvares Gondomar, oitavo classificado (3-2).

 

Missão top-4 não era objetivo quantitativo, mas qualitativo

Convencido de que o Vitória poderia ter feito uma segunda volta ainda melhor, caso transformasse a derrota caseira com a Académica de Espinho (3-2) e o desaire com o Ginásio de Santo Tirso (3-0), fora, na véspera dos quartos de final da Taça de Portugal, o timoneiro vinca que a sua equipa partiu para a temporada com os objetivos de ser “mais competitiva” contra as equipas com maior frequência nas meias-finais do campeonato em tempos recentes, Leixões e Académica de Espinho, de garantir um lugar entre os oito primeiros o mais cedo possível e de evitar Sporting ou Benfica na primeira ronda do play-off.

Conseguiu-o. O Vitória defronta a Académica de Espinho nos quartos-de-final, numa eliminatória à melhor de três jogos em que os espinhenses, enquanto quartos classificados, têm a vantagem do fator casa. Garantir um lugar no top-4 do campeonato será “a cereja no topo do bolo” de uma temporada em que Eduardo Faustino sempre quis ver os seus jogadores competirem ao nível de uma formação top-4.

“No início da época, propus à equipa uma missão top-4. A missão top-4 não era um objetivo quantitativo, mas qualitativo. Baseava-se na forma de estar, na forma de treinar, na forma como nos preparamos, na forma como descansamos, na preocupação com a alimentação, na seriedade com que entram para o trabalho de ginásio. Essa é a forma que conheço para atingirmos o top-4 no futuro com consistência”, sublinhou.

O treinador enaltece ainda a melhoria da equipa ao longo da temporada, visível em capítulos como a receção, cuja eficácia aumentou 15% entre a primeira e a segunda volta do campeonato, mas também nas prestações individuais de jogadores como Yassine Abdelhedi, terceiro melhor pontuador do campeonato (438), Nuno Teixeira e Luiz Philippe, que estão entre os cinco jogadores do campeonato com mais blocos bem sucedidos, Miguel Cunha, que evoluiu no serviço ao ponto de somar 19 ases, ou o distribuidor Brendan Gouessant, “um maestro, que mete a equipa a jogar à bola”. “São máquinas de trabalho”, elogia.

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