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Vitória recua ao patamar de 2017/18 em época de oscilações e instabilidade

Tiago Mendes Dias
Desporto \ domingo, maio 17, 2026
© Direitos reservados
A derrota na Madeira, num jogo em que até mandou, ditou a queda do Vitória para o nono lugar, numa época marcada pela oscilação de rendimento, pela aposta em jovens e pela demissão da direção.

A sensação de montanha-russa em que o Vitória pareceu viver toda a época 2025/26, entre o palco dado a jovens para se mostrarem e a dificuldade em apresentar solidez em campo, culminou num ciclo de três derrotas a encerrar a competição. Depois da goleada sofrida em Alvalade, perante o Sporting (5-1), e da derrota caseira com o Casa Pia, selada com um golo de Larrazabal, a equipa de Gil Lameiras perdeu na Madeira, perante o Nacional, por 2-0, na 34.ª e última jornada da Liga Portugal Betclic.

Os vitorianos partiram para o derradeiro jogo do campeonato com a hipótese de ascenderem ao sétimo lugar do campeonato, fruto do empate caseiro do Moreirense perante o AVS (0-0), e dominaram toda a primeira parte, ora com ocasiões junto à baliza de Kaique, como aquela em que o guarda-redes nega o golo a Gustavo Silva, aos 13 minutos, ora com posse de bola controlada, sem consentir qualquer transição ao Nacional. Na segunda parte, o jogo dividiu-se mais, mas Gustavo viu novamente Kaique negar-lhe o golo, antes de a lei do ex entrar em vigor.

Com um toque algo subtil e acrobático quando disputava a bola com Miguel Maga, Chucho Ramírez inaugurou o marcador a meio da segunda parte e viria a bisar da marca de grande penalidade, após falta cometida pelo jovem Zeega, já depois de o Vitória ter desperdiçado um penálti para igualar o encontro: após falta de Zé Vítor sobre Rica Rocha, outro jovem com oportunidade no sábado, Samu atirou para o meio da baliza, onde Kaique permaneceu imóvel para travar o castigo máximo.

O desaire atirou o Vitória para a nona posição, a pior classificação no escalão maior desde a temporada 2017/18, numa época marcada pela instabilidade técnica e tática, com Luís Pinto a ensaiar um sistema tático na pré-temporada e a recorrer a outro a partir do final de agosto, que o iria guiar à conquista da Taça da Liga, em 10 de janeiro de 2026, na final minhota disputada em Leiria, mas também à porta de saída em 9 de março, e também diretiva. A demissão de António Miguel Cardoso, consumada a 14 de abril, desencadeou um processo eleitoral que vai culminar na escolha de um novo presidente, a 13 de junho.

Pelo meio, houve espaço para lançar inúmeros jovens; foram 11 os atletas até 22 anos lançados esta época na Liga Portugal Betclic, entre os muito utilizados Noah Saviolo, Gonçalo Nogueira, Oumar Camara, Tony Strata, Diogo Sousa e Miguel Nogueira e aqueles que tiveram oportunidades esporadicamente – Mitrovic, Fabio Blanco, Ejike Opara, Rica Rocha e Zeega, que, aos 17 anos, se tornou o mais jovem a representar a equipa principal do Vitória no século XXI.

 

Gil Lameiras: “Faltou um pouco de sorte”

Na conferência de imprensa de rescaldo ao encontro, o treinador do Vitória SC realçou que a sua equipa esteve “sempre por cima”, tendo faltado apenas sorte para atingir o triunfo. “Não merecíamos este resultado, mas, no fundo, o futebol é feito pelas bolas que entram, e, nesse aspeto, o Nacional foi mais eficaz. Desde o primeiro minuto que fomos sempre superiores ao Nacional, queríamos muito vencer, mas não conseguimos”, assumiu.

O treinador, de 32 anos, referiu também que os jovens jogadores foram lançados porque têm trabalhado para isso, após darem “boa mostra de si na equipa B”.

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