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Vitória reencontra-se longe de casa com personalidade e solidariedade

Tiago Mendes Dias
Desporto \ sábado, abril 18, 2026
© Direitos reservados
Além de selar três pontos em Barcelos, golo de Gustavo Silva foi a divisória entre uma fase do jogo em que o Vitória SC teve mais iniciativa atacante e outra em que se fechou para segurar o resultado.

O domínio do Vitória começou a expressar-se cedo: a equipa apareceu em Barcelos ligada, a trocar a bola, mas também a posicionar-se para recuperar a bola assim que a perdia. Foi, portanto, com naturalidade que os comandados de Gil Lameiras dominaram o encontro até ao intervalo, mas o golo do triunfo sobre o Gil Vicente teve de esperar pela etapa complementar.

Numa fase em que os galos de Barcelos já haviam equilibrado a partido, repartindo a iniciativa atacante e as oportunidades com os vitorianos, Gonçalo Nogueira aproveitou uma má reposição de bola gilista e galgou metros até à área até endossar a bola para Gustavo Silva. Junto à meia lua, um dos jogadores com mais sentido de golo no plantel, afastado dos relvados por boa parte da época, rodou para um potente disparo que só parou no fundo das redes. Dirigida ao ângulo inferior esquerdo, a bola revelou-se indefensável para Dani Figueira, guarda-redes formado no Vitória.

Esse foi o momento-chave de um jogo em que a equipa de Gil Lameiras se apresentou com três novidades no onze – Miguel Maga, Diogo Sousa e Noah Saviolo – e impôs desde cedo o seu processo de jogo, assente numa manobra ofensiva delineada cuidadosamente, numa pressão média que privilegiava o equilíbrio posicional e na agressividade sobre o adversário portador da bola, para a recuperar o quanto antes e manter o sentido do jogo constantemente dirigido para a baliza contrária.

Não surpreenderam, por isso, as várias aproximações à área barcelense, às quais faltaram maior critério no último passe. Quando esse critério revelou-se em pleno, Gustavo Silva atirou para o fundo das redes, mas em fora de jogo, após remate ao poste de Saviolo.

O Vitória quis impor a mesma matriz na segunda parte, mas, desta feita, o Gil Vicente encontrou respostas em lançamentos rápidos para o ataque, na tentativa de surpreender a retaguarda vitoriana. O pico de aflição junto à baliza de Charles deu-se entre os 58 e os 59 minutos, quando o guardião teve de se opor a Agustín Moreira, que se acabara de isolar, e a um remate em arco de Luís Esteves. A partir daí, as ocasiões de perigo dos galos deram-se sempre em lances de bola parada – os pontapés de canto de Murilo levavam veneno.

A fidelidade à ideia com que se apresentou em Barcelos viria a dar frutos a meio da segunda parte. Um minuto depois de Oumar Camara desperdiçar um remate em boa posição, Gustavo Silva atirou para o fundo das redes.

A feição do jogo mudou a partir daí, com a formação de César Peixoto a ter de assumir as rédeas do jogo. No entanto, os anfitriões só o conseguiram fazer esporadicamente, com o Vitória a manter a bola afastada da baliza na maior parte do tempo, sobretudo após a entrada de Abascal para responder às entradas de Hector Hernández e Carlos Eduardo para o eixo do ataque.

A aparente naturalidade com que o Vitória triunfou em Barcelos, quatro meses depois do último êxito fora de portas, em Vila do Conde, levanta a dúvida sobre até onde poderia chegar a equipa preta e branca num campeonato em que provavelmente vai ficar aquém dos objetivos definidos. Para já, o triunfo deste sábado vale a subida provisória ao sétimo lugar, com 39 pontos.

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