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Vitória SC exibe saldo positivo de quase 14 milhões no mercado de verão

Tiago Mendes Dias
Desporto \ quarta-feira, setembro 30, 2026
© Direitos reservados
Receita bruta supera os 23 milhões, mas custos de intermediação com vendas de Diogo Sousa e Saviolo diminuem esse valor para os 16. Compras vitorianas superam os 2,3 milhões.

O saldo das operações realizadas pelo Vitória SC no mercado de transferências de verão é positivo, fixando-se nos 13,7 milhões de euros. Esse valor deriva de uma receita bruta de 23,1 milhões de euros com vendas de jogadores, que se consubstancia numa receita líquida de 16,1 milhões, após gastos com mecanismo de solidariedade, comissões de representação e outros encargos, e de um investimento de 2,345 milhões de euros em passes de jogadores.

Mais de 97% da faturação vitoriana – 22,5 milhões de euros - provém das transferências de Diogo Sousa para o Estrasburgo, da Ligue 1 francesa, concretizada em maio, e de Noah Saviolo para o Trabzonspor, da Superliga turca, em junho, verificando-se ainda receitas nas transferências do avançado Dieu-Merci Michel para o Dubai United, dos Emirados Árabes Unidos (500 mil), do lateral esquerdo Lebedenko para o Arouca (122 mil), e dos empréstimos de Tiago Silva ao Trofense (12.210 euros) e de Costinha à União de Santarém (7.500 euros), clubes da Liga 3.

As vendas mais avultadas são também aquelas que incluem maiores custos de intermediação: além de direcionar os habituais 5% de cada venda para o mecanismo de solidariedade – 575 mil euros no caso de Saviolo e 550 mil no caso de Diogo Sousa -, o Vitória despendeu quase dois milhões de euros na comissão de representação, que incluiu o empresário Jorge Mendes, e quase dois milhões com outros encargos na transferência de Noah Saviolo. O Lille recebeu 10% do valor da transferência do jogador luso-belga, sobre o qual o Vitória SC tem ainda direito a 20% da mais-valia de uma futura transferência.

A comissão de representação da transferência de Diogo Sousa, à qual estão associados os empresários Jorge Mendes e Pedro Mendes, ascende aos 1,8 milhões, com o Vitória a reservar o direito a 10% do valor líquido de uma próxima transferência do médio de 20 anos. A receita líquida com Dieu-Merci Michel fixou-se nos 363 mil euros e com Lebedenko nos 116 mil.

Quanto às restantes saídas, o Vitória SC reservou o direito a 10% do valor líquido de uma futura transferência de Dieu-Merci, e manteve 50% dos passes de Lebedenko e de Hugo Nunes, que rumou à Académica, assim como de Vando Félix, que regressou ao Torreense, com o Vitória a reservar o direito a 100 mil euros caso o extremo atue em, pelo menos, 50% dos jogos e o emblema de Torres Vedras suba de divisão.

Também na Segunda Liga, a União de Leiria tem o direito a adquirir 50% do passe de Miguel Nóbrega, central que recebeu por empréstimo, caso suba de escalão. Já o Atert Bissen, do Luxemburgo, tem direito a 10% de uma transferência de Miguel Vaz, avançado que recebeu por empréstimo, caso haja uma transferência até 30 de agosto de 2027.

 

Contratação de Alanzinho e empréstimo de Borevkovic com custos

Entre os jogadores contratados, o extremo Victor Andersson, de 21 anos, foi aquele que exigiu o investimento mais avultado: o Vitória pagou 700 mil euros aos suecos do AIK, que reservaram 10% do valor líquido de uma futura transferência.

Já o avançado Arnek Jakupovic, garantido perto do encerramento do mercado, custou 600 mil euros aos cofres vitorianos, com os croatas do Osijek a manterem o direito a 30% do valor líquido de uma futura transferência do atleta de 28 anos.

As principais novidades estão associadas aos custos com as aquisições do médio Alanzinho e do defesa central Borevkovic no último dia do mercado de transferências: o brasileiro, de 26 anos, reforçou o Vitória até 2028 como jogador livre, após ter terminado contrato com o Moreirense, mas a operação teve um valor de intermediação de 400 mil euros, dirigido para o empresário Miguel Pinho, enquanto o croata, de 29 anos, regressou a Guimarães ao abrigo de um empréstimo dos turcos do Samsunspor, que custou 330 mil euros e que prevê ainda uma opção de compra por 500 mil.

Os restantes investimentos do Vitória distribuem-se pelo defesa central Yeimar Mosquera, ex-Aston Villa, que custou 250 mil euros, e por dois elementos contratados para a equipa B: o defesa Adams Koné custou 25 mil euros e o médio norueguês Sander Dahle 40 mil.

 

Doucet chega a custo zero. Sidibé com opção de compra elevada

Entre as restantes contratações, as do médio Doucet e do avançado Ouotro, para a equipa principal, bem como as do defesa Gonçalo Braga e dos avançados Jota Pereira, Rodrigo Macedo, Umechi Daniel e Babacar, para a equipa B, não tiveram qualquer custo.

No caso de Doucet, jogador utilizado nos sete jogos do campeonato, o Paris FC, anterior clube, tem direito a 350 mil euros mais 25% do valor de uma futura transferência do atleta. Já os espanhóis do Villarreal têm direito a 45% de uma futura transferência de Babacar, avançado de 18 anos.

O Vitória contraiu ainda três empréstimos além do de Borevkovic. Cedido pelo Aston Villa, o guarda-redes Oliwier Zych é totalista pelo Vitória na Primeira Liga. Caso seja vendido no mercado de inverno ou no de verão de 2027, o clube de Guimarães tem direito a 20% do valor líquido da transferência realizada pelo Aston Villa.

Já o empréstimo do central Ahmed Sidibé, utilizado em dois jogos da Primeira Liga, inclui uma opção de compra de 3,7 milhões de euros, com o clube que detém o seu passe, o Veneza, de Itália, a reservar ainda 10% do valor líquido de uma transferência futura, caso a opção seja acionada.

O Vitória detém ainda uma opção de compra de 70% do passe de Mohammed Kebdani por 250 mil euros ao FAR Rabat. Campeão mundial sub-20 por Marrocos, o lateral esquerdo integra a equipa B.

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