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19 janeiro 2026
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Vitória condenado por tropeção no sítio errado… à hora errada

Tiago Mendes Dias
Desporto \ domingo, janeiro 18, 2026
© Direitos reservados
Um penálti que resultou de uma abordagem em que Telmo Arcanjo parece tropeçar sobre Pietuszewski selou o destino de um Vitória – Porto equilibrado, com perigo junto às duas balizas.

Num jogo com drama e emoção do primeiro ao último segundo, atacantes quais setas apontadas às balizas e defesas que pareciam feitos de rocha na hora de guardar a sua baliza, Telmo Arcanjo foi claramente o personagem mais infeliz em campo. O extremo entrou em campo aos 75 minutos para substituir Oumar Camara e refrescar a ala direita, mas foi batido por Willian Gomes logo na primeira jogada, vendo cartão amarelo, cometeu a grande penalidade decisiva sobre Pietuszewski e voltaria a derrubar o jovem polaco no tempo de compensação para ver o segundo cartão amarelo e ser expulso.

O penálti foi um lance algo caricato, no qual Telmo Arcanjo parece desequilibrar-se sozinho antes de tocar com o seu pé esquerdo no pé esquerdo de Pietuszewski, derrubando assim o adversário. João Gonçalves deixou seguir o lance, mas, assim que o jogo parou, decidiu consultar o videoárbitro e assinalou para a marca dos 11 metros. Alan Varela fez o resto, com um remate colocado e rasteiro, a enganar Juan Castillo.

Foi este o desenlace de um encontro disputado em alta rotação, repleto de duelos e de acelerações súbitas, onde o Vitória logrou ser melhor do que o líder do campeonato em vários períodos, sobretudo na primeira parte. A equipa de Luís Pinto é agora oitava classificada

Luís Pinto admitiu, na projeção do jogo, que a vitória na Taça da Liga poderia elevar a crença do plantel nas suas qualidades, depois de várias fases de dúvida ao longo da época. A confiança é precisamente um dos atributos que sobressaiu nos primeiros 45 minutos do Vitória, repletos de bolas disputadas até ao limite, de progressões em velocidade, de momentos precisos na circulação de bola, de tentativas de um para um sem medo e de remates à baliza. As progressões de Beni Mukendi e de Strata ou as idas de Saviolo e de Oumar Camara à linha final para o cruzamento demonstram-no.

O Vitória foi a melhor equipa na primeira parte, mas faltou-lhe encontrar os melhores enquadramentos para o toque decisivo. Na hora do remate, os jogadores vitorianos encontraram quase sempre uma muralha azul-escura no caminho da baliza, pelo que as oportunidades flagrantes de golo ficaram-se sempre pela eventualidade. Na outra baliza, Castillo voltou a ocupar a posição de guarda-redes por troca com o herói da Taça da Liga, Charles, e viveu uma primeira parte tranquila.

A ocasião mais flagrante até ao intervalo pertenceu à equipa de Francesco Farioli, contudo: Lebedenko desequilibrou-se quando perseguia Alberto Costa e derrubou o antigo lateral direito do Vitória já no interior da área, com João Gonçalves a assinalar prontamente grande penalidade. Na hora de converter, Samu acertou em cheio na trave, desencadeando um contra-ataque que quase deu golo na outra baliza. Samu, o do Vitória, desafinou na pontaria em frente à baliza.

O equilíbrio continuou a ser a toada dominante na segunda parte, mas o FC Porto subiu linhas, controlou a bola por mais tempo e obrigou o Vitória a jogar mais perto da sua baliza. Gabri Veiga ameaçou o golo, aos 52 minutos, mas a feição da partida voltou a mudar após as primeiras substituições. Já com Gustavo em campo, o Vitória rubricou o melhor desenho ofensivo de todo o jogo, mas Diogo Costa travou o cabeceamento de Lebedenko.

O perigo acercava-se de uma e de outra baliza, com Borja Sainz a acertar no poste, antes do lance que viria a decidir o encontro: Pietuszewski recebeu a bola com espaço na ala esquerda e progrediu para a área, sendo derrubado por Telmo Arcanjo. O lance frustrou a esperança vitoriana em pontuar, depois de um jogo bem conseguido, que mostrou, em vários capítulos, a melhor face da equipa de Luís Pinto na temporada em curso.

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