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Adelina Pinto: “Há um tempo de pedagogia e um de salvaguardar a segurança”

Tiago Mendes Dias
Política \ quinta-feira, julho 01, 2021
© Direitos reservados
A vereadora municipal admite que recentes cenas de violência só se podem resolver com mais policiamento. Sugeriu ainda que esses episódios se deveram falta de público mais velho, fruto da pandemia.

Os casos de violência ocorridos no centro histórico durante a semana passada, nas madrugadas de quinta e de sexta-feira, só se podem resolver com mais policiamento, reconheceu a vereadora municipal com os pelouros da Cultura e da Educação. “Há um tempo da pedagogia e um tempo de salvaguardar a segurança das pessoas”, vincou Adelina Paula Pinto, após a reunião do executivo municipal, ocorrida nesta quinta-feira.

Os desacatos causaram “preocupação” nos bares e nos habitantes, principalmente os da segunda noite, tendo obrigado a autarquia a enveredar esforços para resolver o problema. “Após a primeira situação, foi contactada logo a PSP e tentámos logo agir. Com a segunda, envolveu um risco maior para os habitantes”, detalha.

Face ao sucedido, a Câmara Municipal já anunciou, na quarta-feira, o reforço não só da vigilância, mas também da investigação e da intervenção pela Polícia de Segurança Pública (PSP) e pela Polícia Municipal (PM). As forças de segurança também vão fiscalizar o cumprimento das regras aplicáveis pela Direção-Geral da Saúde e o distanciamento nas esplanadas, apesar de se manter o alargamento de 100% nos lugares face ao período pré-pandemia.

“Como sabem, com a questão da pandemia, atribuirmos mais lugares a esplanadas. Fomos permitindo que as esplanadas fossem aumentando. Isso também leva a que a praça fique muito cheia. Está a ser analisado este excesso de esplanadas”, avançou a vereadora.

Para a vereadora, a resolução deste problema é essencial para se “manterem os habitantes do centro histórico” e a “imagem de uma cidade pedonável segura”. “Não se pode perder isso quer para frequentadores, quer para as pessoas que lá vivem, pela faixa etária que elas têm”, reiterou.

 

Desequilíbrio entre faixas etárias nas noites de Guimarães pode ser causa

A Câmara Municipal de Guimarães tem a “perceção” de que os atos violentos têm sido causados por “grupos pequenos”, mas que “podem engrossar”, caso “não sejam contidos rapidamente”.

Uma das hipóteses para estes grupos estarem a sobressair é o facto de, em média, haver mais pessoas adultas a ficarem em casa, face aos cuidados com a pandemia, dando mais espaço para pessoas mais propensas a desacatos sobressaírem.

“A partir de determinada altura, nos grandes centros, temos um equilíbrio entre as pessoas mais violentas, de algum gangue, e temos o resto da população. Portanto, isto, ao fazer um equilíbrio, amortece um ao outro. Com a questão da pandemia, há um grupo significativo de pessoas que sai menos. Isso significa que há um desequilíbrio. Essa é a visão dos próprios bares do centro histórico. Se tivermos no mesmo espaço pessoas mais velhas e pessoas mais jovens, eles anulam-se um bocadinho um ao outro. Portanto, não há esta situação de violência explosiva”, explicou.

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