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Assembleia de credores da António de Almeida reagendada para 07 de setembro

Tiago Mendes Dias
Economia \ sexta-feira, agosto 20, 2021
© Direitos reservados
Sessão estava marcada para 27 de agosto. O anúncio da venda da insolvente foi publicado na quinta-feira, fixando um mínimo de três milhões para as propostas a apresentar até 30 de agosto.

Na sequência da apresentação da António de Almeida & Filhos (AAF) à insolvência a 09 de julho, o Juízo do Comércio de Guimarães proferiu a sentença de declaração de insolvência a 14, nomeando Bruno Pereira como Administrador da Insolvência e estabelecendo um prazo de 45 dias para a marcação da assembleia de credores. A sessão esteve assim agendada para 27 de agosto, mas acabou adiada para as 10h30 de 07 de setembro, uma terça-feira, no edifício do Palácio da Justiça, na Praça Condessa Mumadona, revela o portal Citius.

A circunstância vai ao encontro do regulamento de venda da AAF, definido pelo Administrador da Insolvência e publicado na quinta-feira, que define as 10h00 de 30 de agosto como prazo-limite para apresentação de propostas de compra; o valor mínimo para essas propostas em carta fechada é de três milhões de euros, embora haja condicionantes que abram portas a valores inferiores.

O documento define ainda quais os ativos da António de Almeida & Filhos, mas também da Morecoger e da Moretextile Imobiliária, as outras empresas ainda sob o chapéu do grupo Moretextile que se apresentaram à insolvência, e autoriza as visitas de potenciais interessados às empresas de segunda a sexta-feira, entre as 15h00 e as 18h00, até ao dia anterior do prazo-limite de apresentação de propostas.

Contactado pelo Jornal de Guimarães, o presidente do Sindicato Têxtil do Minho e de Trás-os-Montes mostrou-se “confiante” no aparecimento de propostas, sentimento que é partilhado pelo Administrador de Insolvência.  “O senhor administrador está muito confiante. E eu também acredito que vão aparecer compradores. Para quem deseja trabalhar naquelas empresas, a melhor solução é a sua continuidade, com a garantia de todos os postos de trabalho e dos direitos dos trabalhadores”, vincou Francisco Vieira.

Até agora, veio a público de que um consórcio entre a Mabera, compradora da Coelima, outra empresa que era do grupo Moretextile, e a Lasa estava interessado na compra, mesmo antes da apresentação da AAF à insolvência. O dirigente sindical considera que os acionistas da ECS Capital, detentora da Moretextile, tomaram uma “decisão de altíssimo risco” ao optarem pela insolvência da têxtil, em vez de aceitarem a proposta que eventualmente esteve em cima da mesa.

 

“Não estou preocupado com o agosto. Estou com o setembro”

Neste momento, a maior parte dos 185 trabalhadores da AAF está de férias, com o subsídio “a cair nas contas dos trabalhadores na totalidade”, ao contrário do que chegou a acontecer na era de Artur Soutinho enquanto administrador, lembra o sindicalista.

Francisco Vieira receia, porém, o mês de setembro; a empresa tem encomendas até ao final do ano, mas é preciso liquidez para se adquirir a matéria-prima para a produção, algo que está “muito difícil”. A AAF tem usufruído das “medidas de apoio à retoma” e da colaboração do Novo Banco, o maior dos 414 credores – totaliza 9,2 milhões de euros em créditos entre um passivo total de 23,4 milhões.

“O compromisso assumido pelos acionistas do Novo Banco foi o de apresentar as empresas à insolvência e de continuar a dar apoio”, salienta Francisco Vieira. Para garantir que a AAF tem dinheiro, o banco “desconta as remessas de exportação”.

Embora desagradado com o eventual atraso no pagamento dos salários, o presidente do Sindicato Têxtil lembrou que o “estado de insolvência” é obstáculo ao funcionamento normal da AAF.

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