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Câmara viabiliza projeto-piloto com Vitrus para reparações nas escolas

Tiago Mendes Dias
Educação \ segunda-feira, julho 20, 2026
© Direitos reservados
Projeto-piloto vai entrar em vigor em três agrupamentos de escolas, após município aprovar reversão da transferência de verba para as Juntas de Freguesia para esse serviço específico. PS votou contra.

O modelo de execução das pequenas reparações nos estabelecimentos de pré-escolar do 1.º Ciclo do ensino básico vai mudar. A Câmara Municipal de Guimarães aprovou a revogação da transferência de verbas para as Juntas de Freguesia, até agora responsáveis por esse serviço, e vai iniciar um projeto-piloto em três agrupamentos de escolas, nos quais o serviço estará a cargo da empresa municipal Vitrus Ambiente.

“Vamos fazer uma experiência-piloto, onde vamos colocar a Vitrus a responder melhor à necessidade das escolas. Se não responder melhor, cá estaremos para implementar outro modelo”, assumiu o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, após questionado pelo vereador do PS, Flávio Freitas.

Antigo presidente da Junta de Freguesia de Gandarela e da União de Freguesias de Conde e Gandarela, o vereador socialista questionou o presidente do executivo sobre a razão para reverter essa competência, em vez de eventualmente reforçar o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia, depois de, em 2025, os pedidos das escolas para pequenas reparações terem superado os 900.

O PS, aliás, votou contra a proposta, com o vereador Ricardo Costa a defender, na declaração de voto, que deveria ser implantado um modelo de equipas multidisciplinares policêntricas, em conformidade com a divisão territorial das Comissões Sociais Interfreguesias (CSIF), porque os agrupamentos de escolas são diferentes e servem territórios e populações diferentes.

Confrontado com a oposição do PS, Ricardo Araújo vincou que “o que está em causa é resolver os problemas das escolas, não os das Juntas de Freguesias”. “As Juntas de Freguesias não estavam a ser capazes de dar resposta, e não era por incompetência das Juntas de Freguesia, sejam elas do PS ou do PSD. Trata-se de gestão. Estamos a tentar encontrar modelos que resolvam melhor os problemas das pessoas”, salientou.

O autarca disse também que o protocolo de transferência para a ação das Juntas de Freguesia nas escolas mantém o valor de 600 mil euros para menos serviços, neste caso o da limpeza. “As Juntas passam a ter mais capacidade financeira para fazer melhor um dos dois serviços que faziam anteriormente”, argumentou.

Araújo estimou que o projeto-piloto com a Vitrus vai-se estender por um a dois meses. As reparações nos agrupamentos de escolas que ficam de fora do projeto-piloto serão asseguradas pelos serviços da Câmara Municipal.

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