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CDU lamenta silêncio da Câmara quanto a acesso rápido ao hospital

Redação
Política \ segunda-feira, outubro 26, 2026
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Numa intervenção marcada pela habitação e pela mobilidade, força representada na Assembleia Municipal lamenta que propostas para circulação em Silvares e ordenar Veiga de Creixomil não sejam ouvidas.

A CDU lamentou a ausência de novidades relativas ao acesso rápido ao Hospital Senhora da Oliveira, sede da Unidade Local de Saúde do Alto Ave (ULS Alto Ave), projeto que considera prioritário, até pelo trânsito visível nas principais artérias de entrada na cidade, numa conferência de imprensa realizada esta segunda-feira para assinalar um ano de mandato na Assembleia Municipal, órgão de poder local onde está representada com dois deputados, Torcato Ribeiro e Inês Rodrigues, presentes na estação ferroviária de Guimarães, assim como Mariana Silva e Maria Fernanda Oliveira.

“Lançámos comunicados sobre o trânsito nas vias principais de entrada da cidade e que impedem o acesso eficiente às Urgências do Hospital. E relembramos que o acesso direto ao Hospital de Guimarães através da via rápida não é uma das 5 vias prioritárias anunciadas na apresentação do PDM. Desde 2015 que esta é uma promessa e o novo executivo ignora-a e silencia-a”, vincou a coligação de comunistas e verdes.

A mobilidade foi, aliás, tópico central na intervenção da CDU, que crê ainda que a proposta atual para resolver os problemas de trânsito no nó de Silvares é ineficaz. A força política apresentou, aliás, ao executivo municipal presidido por Ricardo Araújo uma proposta para o nó de Silvares e uma outra de ordenamento da Veiga de Creixomil, com “medidas claras de prevenção de cheias no Laboratório da Paisagem”, um “problema que se prolonga no tempo e que, apesar de não ocorrer todos os anos, merece ser avaliado e resolvido definitivamente”.

“A CDU alega não ter obtido respostas quanto a essas propostas. “Não nos surpreendeu o silêncio do executivo PSD/CDS sobre estas propostas, a não ser umas pequenas e injustas afirmações dadas em declarações à comunicação social. A CDU e os seus eleitos não foram chamados nem obtiveram sequer uma confirmação da receção das propostas nos seus serviços, tal é a transparência e a proximidade que este executivo defende”, realçou.

Quanto ao transporte público gratuito, que a Câmara Municipal quer implementar no início de 2027, a CDU mostrou-se preocupada com o facto de a mobilidade coletiva no território não depender apenas da Guimabus, mas também da Ave Mobilidade, dizendo não ser clara a negociação que está a ser feita. Questionou também o facto de o transporte público gratuito poder entrar em vigor antes de se concluírem as eventuais alterações ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável.

“Não se compreende o compromisso assumido pelo senhor Presidente da Câmara em promover alteração ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, mas, antes mesmo de efetuar essas alterações e promover o diálogo sobre este tema central do nosso concelho, avança para a gratuitidade dos transportes, por exemplo”, realçou a força representada na AM.

 

Subida nas rendas e ausência de residências universitárias preocupam

De resto, apesar da tolerância para com o novo executivo, que tinha de se inteirar dos dossiês, a CDU argumentou que “pouco ou nada se sentiu de mudança” no dia a dia de Guimarães no primeiro ano de mandato.

Apesar do início da obra para as 75 frações em Azurém, ao abrigo do programa 1.º Direito, a CDU lembrou que a coligação Juntos por Guimarães prometeu construir 400 casas ao abrigo do 1.º Direito, já contratualizadas com o Estado, e 500 fogos a preços controlados. “Até Abril de 2027 teremos 75 casas a preços controlados, ficam a faltar 825 casas. A este ritmo a promessa ficará no papel, realidade para a qual sempre alertamos”, acrescentou.

A coligação comunista e ecologista alerta também que Guimarães regista “um dos maiores aumentos das rendes de novos contratos de arrendamento”, nomeadamente no segundo trimestre de 2026 – 20,7% em termos homólogos – e que a ausência de residências universitárias é “um problema levado recorrentemente à AM” pela CDU, assim como a subida dos preços da residência de Azurém, atualmente “em condições insalubres”.

A CDU lembrou ainda o roteiro “Viver melhor em Guimarães”, nomeadamente as visitas ao Caminho Real, entre São Martinho de Candoso e Creixomil, para dar conta da destruição dos caminhos pelas chuvas de inverno e o abandono de algum mobiliário urbano nos parques verdes ou nos caminhos pedonais, algo que, no entender da força política, deu frutos.

“Algumas das questões apontadas já foram corrigidas, e essa é a intenção da CDU - que a vida dos vimaranenses melhore e que as suas preocupações sejam acolhidas de igual forma, quer vivam perto do Convento de Santa Clara ou a quilómetros do mesmo. Assim sendo, esta iniciativa vai continuar pelas 48 freguesias ao longo do mandato”, prometeu.

A força política também lembrou que ncontinua pendente uma solução democrática para a eleição do executivo da Junta de Freguesia de Fermentões, com “todos os problemas que traz para o desenvolvimento desta freguesia”; a autarquia continua sem executivo eleito, após a reeleição de António Vilela (PS) como presidente da Junta nas Autárquicas de 2025, mas sem maioria na Assembleia de Freguesia, fruto da eleição de quatro deputados socialistas, de quatro deputados da coligação Juntos por Guimarães e de um do Chega.

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