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César Viana deixa direção do Festival de Música Religiosa de Guimarães

Redação
Cultura \ quarta-feira, setembro 16, 2026
© Direitos reservados
Compositor deixa cargo face à recente aproximação institucional da Câmara Municipal a Israel, por “razões de consciência”. Deseja ainda que festival mantenha ou supere qualidade apresentada.

Diretor artístico do Festival Internacional de Música Religiosa de Guimarães (FIMRG) nas quatro edições anteriores, César Viana decidiu abdicar do cargo, face à “recente aproximação institucional e comercial da Câmara Municipal de Guimarães a Israel, no contexto da situação que se vive em Gaza”, numa decisão que já “comunicou formalmente à Câmara Municipal de Guimarães.

“É uma decisão que tomo com profunda tristeza, mas que considero inevitável perante a recente aproximação institucional e comercial da Câmara Municipal de Guimarães a Israel, no contexto da situação que se vive em Gaza. É uma questão que me toca profundamente e perante a qual, por razões de consciência, não me é possível permanecer indiferente”, afirma o compositor e professor, numa nota enviada à imprensa.

O compositor e musicólogo sublinha que a decisão em nada diminui a estima que tem pelo Festival e pelas pessoas que nele trabalham: “Tenho muito orgulho no nível e na dimensão internacional que o Festival alcançou, resultado, em grande medida, da competência, dedicação e qualidade das equipas com quem tive o privilégio de trabalhar”.

Nascido em Southampton, no Reino Unido, em 1963, e residente em Espanha, onde é professor de análise musical no Centro Superior Katarina Gurska, em Madrid, César Viana exprime ainda o desejo de ver o festival prosseguir no tempo e, se possível, aumentar a qualidade. “Espero sinceramente que o Festival continue e possa manter, ou mesmo superar, a qualidade que alcançou até agora”, realçou.

A decisão diz “exclusivamente respeito à impossibilidade, por razões de consciência, continuar a assegurar a direção artística do Festival nas atuais circunstâncias, não traduzindo qualquer divergência com a equipa ou com o projeto artístico desenvolvido ao longo destes anos”, esclarece ainda o músico.

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