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Corredoura não é zona de passagem para autocarros ao fim de semana

Redação
Freguesias \ quinta-feira, junho 09, 2022
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Aquela área de São Torcato que se liga a Atães e a Rendufe dispunha de três carreiras para cada sentido e ficou sem elas desde que a antiga concessão de transportes encerrou, a 31 de dezembro.

Termo que designa uma “rua desviada numa povoação para passagem de gado”, Corredoura é também uma área que se distingue pelo linho, pelos vestígios dos curtumes, pelo seu rancho folclórico e, mais recentemente, pela falta de transportes coletivos. Isso é o que alega pelo menos o presidente da Junta de Freguesia de São Torcato, Alberto Martins.

“A Junta de Freguesia de São Torcato manifestou junto do Município de Guimarães a sua enorme preocupação pela falta de transportes públicos, aos fins de semana, para a zona da Corredoura (São Torcato), na linha que segue posteriormente para Rendufe e Fafe”, vinca o autarca, em comunicado.

Até ao encerramento da concessão de transportes à Arriva, a população da Corredoura e, consequentemente, de Rendufe dispunha de três carreiras de ida para a cidade e de três carreiras de regresso aos fins de semana e aos feriados. Para Alberto Martins, essa perda acentua “as assimetrias territoriais e sociais de uma área do concelho já de si afetada pela parca oferta” e “marcada por uma população bastante envelhecida”.

“Esta situação não permite ainda, que sobretudo quem trabalha no comércio, se possa deslocar em transportes públicos para o centro da cidade, aos fins de semana, dificultando ainda mais a mobilidade e potenciando a utilização de veículos pessoais”, prosseguiu.

Apesar de reconhecer que a Câmara Municipal de Guimarães tentou “assumir a linha para manter o serviço a funcionar”, a linha ficou sob a alçada da CIM do Ave, que concedeu as suas rotas à empresa Transdev. “Sabemos que estão a ser feitos pela Câmara Municipal esforços junto da CIM do Ave tendentes a corrigir este problema, pelo que aguardamos que esta situação possa ser solucionada o mais brevemente possível”, concluiu Alberto Martins.

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