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Estórias da Madeira conseguiu ajudar cuidadores, vinca a coordenadora

Redação
Sociedade \ sexta-feira, junho 30, 2023
© Direitos reservados
Já terminado, o projeto para cuidadores informais realizou 230 atendimentos de saúde mental até dezembro, fase da avaliação intermédia. Para os intervenientes, foi possível reduzir “sobrecarga”.

Apresentado publicamente em maio de 2022, com propostas de oficinas para estimular a criatividade e acompanhar a saúde mental dos cuidadores informais, o Estórias da Madeira proporcionou 230 atendimentos individuais na oficina de saúde mental até dezembro, altura em que se realizou a avaliação intermédia. Terminado o projeto com sede no Instituto de Design, com a apresentação de um balanço na terça-feira, a coordenadora do projeto espera que os dados da avaliação final vão ao encontro dos da avaliação intermédia, prenúncio de melhoria no bem-estar dos cuidadores.

“Mais significativo do que esta avaliação formal é sabermos que, em muitos casos, embora a sobrecarga se mantenha, porque o cuidador continua a sê-lo, 24 horas por dia, sete dias por semana, conseguimos ajudar as pessoas”, realça Sofia Pires, responsável pelo Palavras Infinitas – Núcleo de Inclusão, Comunicação e Média, uma das entidades ligadas ao projeto; a outra é a Because I Care – Associação para Apoiar e Cuidar de Pessoas.

Segundo os dados preliminares da avaliação da sobrecarga física, emocional e social do cuidador informal, também recolhidos até dezembro, 83% dos cuidadores “manifestaram uma redução significativa” nos sintomas de ansiedade e depressão e apresentaram “uma melhoria de 20,25% na sobrecarga proveniente do ato de cuidar”.

Sofia Pires refere ainda que o apoio aos cuidadores surgiu “entre pares”, principalmente em desafios que sujeitaram os cuidadores às “mesmas dificuldades”, e enaltece os laços criados nas várias oficinas lúdicas, que envolveram, por exemplo, a transformação de mobiliário guardado na arrecadação ou na garagem, dando-lhe uma segunda vida. “Foram criadas oficinas lúdicas que se manifestaram essenciais para a criação de laços que, em alguns casos, ultrapassaram as fronteiras do projeto e se mantêm. Durante estes 16 meses partilharam-se histórias de vida, partilharam-se tristezas e alegrias”, detalha.

Para a psicóloga Fátima Saraiva, o Estórias da Madeira fomentou o conhecimento dos cuidadores, sensibilizou-os para terem cuidados consigo mesmos e estimulou “relações interpessoais positivas e de entreajuda, potenciação da sustentabilidade e solidariedade social”, havendo um feedback entre os participantes de que o projeto cumpriu o seu propósito.

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