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Com três estreias absolutas, Festivais Gil Vicente começam na quinta-feira

Redação
Cultura \ terça-feira, junho 02, 2026
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As peças “Álbum de Família”, de Lúcia Pires, “Pela boca morre”, da companhia N.A.V.I.O e do TERB, e “AFRO SAL.OYÁ, de Isabél Zuaa, sobem pela primeira vez ao palco no festival vimaranense.

Os Festivais Gil Vicente regressam de 4 a 13 de junho com uma edição marcada pela herança, renovação e criação contemporânea, que reúne três estreias absolutas entre as oito peças a serem exibidas em vários espaços da cidade.

Uma das estreias absolutas é “Pela boca morre”, uma cocriação da companhia N.A.V.I.O, formada por Inês Sincero e Tomé Nunes Pinto, e do Teatro de Ensaio Raul Brandão (TERB), que se apresenta por duas vezes: a 5 de junho, na Sala Santos Simões do Círculo de Arte e Recreio (CAR), precisamente a casa do TERB, e a 12 de junho, no café-concerto do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), sempre a partir das 19h00.

As outras peças exibidas pela primeira vez serão “Álbum de Família”, uma criação de Lúcia Pires que versa sobre herança, identidade e memória familiar no âmbito do Projeto CASA, marcada para as 21h30 de 5 de junho, sexta-feira, no Pequeno Auditório do CCVF, e “AFRO SAL.OYÁ”, “uma investigação sobre o som e o seu impacto no corpo, nas vivências e nas memórias, a partir do vasto legado cultural africano e europeu”, com a chancela de Isabél Zuaa, que também subirá ao palco do Pequeno Auditório do CCVF em 11 de junho, também às 21h30.

Ao longo de várias décadas, os Festivais Gil Vicente assumiram inúmeros formatos e direções, mantendo sempre um traço comum: a necessidade permanente de reinvenção. Sob a tutela de Bruno dos Reis, diretor artístico do Teatro Oficina, a programação volta a ocupar vários espaços da cidade de Guimarães — Centro Cultural Vila Flor (CCVF), Teatro Jordão, Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), Círculo de Arte e Recreio (CAR) e Convívio Associação Cultural — afirmando o festival como um lugar de encontro, questionamento e criação coletiva.

A programação arranca a 4 de junho com “Gatilho da Felicidade”, de Ana Borralho & João Galante, na Black Box do CIAJG, envolvendo jovens de Guimarães, e inclui ainda “Ivu’kar”, de João Grilo, e “Só mais uma gaivota”, de Formiga Atómica, ambas no dia 6, “TOSHIIB4”, de Luísa Guerra, no dia 12, e ainda “Espalhar Fel”, uma audiowalk de Mickaël de Oliveira, anterior diretor do Teatro Oficina, entre 2023 e 2024, nos Jardins do Palácio Vila Flor, e a reposição de “Tudo em Avignon e eu aqui”, de Bruno dos Reis.

O encerramento acontece em ambiente festivo com “O Retiro dos Festivais”, em parceria com os amigos do Festival do Retiro e do Convívio.

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