Fim de semana marca abertura de dois novos espaços artísticos
A inauguração de dois novos espaços artísticos em Guimarães marca este sábado. Um deles encontra-se na Rua Moura Machado, em Azurém, à margem da Estrada Nacional 207-4, que liga a cidade a São Torcato, e chama-se Padaria. Como referem as publicações nas redes sociais, aquele lugar nasce de “um espírito comunitário e de partilha que promove o acesso a materiais e espaços de trabalho e de criação, para artistas e criadores, cruzado “com momentos de programação e ativação pública ao longo de todo o ano”.
O grupo informal constituído por Luís Canário Rocha, Simão Barros, Pedro Silva, Ana Duarte, Ana Gabriel e Francisca Silva vai orientar um lugar onde irão coexistir o teatro, a dança e a performance, a arte contemporânea e o pensamento científico e académico, além de oferecer formação, mercados de arte e mesas comunitárias.
Dotada de sala de reuniões, biblioteca, cozinha comunitária, oficina comunitária e loja, a Padaria vai acolher workshops, showcases e exposições, a começar pelas que serão inauguradas neste sábado: “Plantasia”, trabalho da Comunidade Artística Vimaranense no âmbito de Guimarães 26 – Capital Verde Europeia, e “Verde nojo”, de Pedro Bastos, numa tarde em que a abertura de portas se dá às 15h00 e que encerra com o DJ set comunitário de Pão, Pão, Queijo, Queijo.
No domingo, o espaço estará aberto das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00.
Na Rua da Marcha Gualteriana, o Atelier Mater, já a funcionar, é inaugurado entre as 15h00 e as 20h00, com a exposição “Teimar”, que reúne obras de Alex de Marcos, Ana Raquel Silva, Carlos Muro, Daniel Gamelas, Diogo Vieira Saraiva, Felipe Alonso, Gil Maia, Martinho Dias, Pascual Rodríguez, Santi Pina, Tania Rivilis, Vince Garcia, Yolanda Dorda e Rafael Oliveira, artista vimaranense que dá o rosto e a voz ao projeto.
“Há coisas que uma pessoa guarda durante anos sem dizer a ninguém. O MATER foi isso para mim. Uma ideia que fui adiando, ora porque não era o momento, ora porque achava que não era eu a pessoa indicada para a fazer. No dia 7 de novembro, abre. Foram meses de obra, de contas feitas e refeitas, e de dias em que me sentei no meio do pó sem saber se isto ia ficar de pé”, escreveu, na página oficial de Instagram do ateliê.
A exposição conta com obras de artistas portugueses, espanhóis e ucranianos, sob um nome que encarna a rotina de um autor. “Andamos todos a atravessar um tempo complicado, em que continuar é a parte difícil. Fazer arte é teimar que as coisas ainda podem ser de outra maneira”, acrescentou.
O espaço disponibiliza ainda aulas regulares de desenho, pintura e escultura para todas as idades, para quem tem prática e não tem, oficinas e até ajuda na preparação para os exames nacionais de Desenho A, mediante inscrições.