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Livraria do CIAJG lançou promoção para difundir conhecimento da CEC

Tiago Mendes Dias
Cultura \ sábado, março 26, 2022
© Direitos reservados
Iniciativa “10 anos x 10 livros x 10 euros” desenrolou-se este sábado à tarde, para facilitar o acesso dos leitores às publicações criadas em 2012, desde a arquitetura ao trabalho em comunidade.

Minutos depois de os relógios assinalarem as 16h00, cerca de três dezenas de leitores irromperam pela livraria do Centro Internacional das Artes José de Guimarães para perscrutarem, folhearem e eventualmente comprarem as publicações do seu interesse.

As cores dos volumes empilhados nas estantes refletiam a diversidade das sensibilidades artísticas contidas nas palavras impressas: viam-se obras referentes a José de Guimarães ou livros sobre a história e tradições de Guimarães, mas também exemplares sobre fotografia e cinema, escritos de filósofos como Gilles Deleuze, Hannah Arendt e Zygmunt Bauman e ainda clássicos da literatura – Hamlet, de William Shakespeare, era um deles. Esses livros estavam à venda com 40% de desconto.

Já os exemplares expostos na mesa ao centro eram produtos da Capital Europeia da Cultura, disponíveis para compra ao abrigo da iniciativa “10 anos x 10 livros x 10 euros”, promovida pela Câmara Municipal de Guimarães; os leitores podiam comprar um exemplar isoladamente, por dois euros, ou garantirem cada livro por um euro, na compra de um mínimo de 10 obras.

De Os tempos das formas, do arquiteto Nuno Portas, até Pequena meditação europeia, do filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço, eram cerca de duas dezenas as publicações disponíveis, do planeamento urbano ao design, das exposições ao trabalho de comunidade e também à literatura – um dos volumes mais extensos continha poesia de Portugal e da Eslovénia, fruto de a outra CEC em 2012 ter sido Maribor.

À entrada para a livraria, o vereador municipal para a Cultura, Paulo Lopes Silva, esclareceu que o evento surgiu para “desmistificar a ideia errada de que a maior parte dos livros da CEC desapareceu”. “Eles têm estado aqui à venda na maior parte do tempo nos últimos 10 anos”, disse, ao lado da coordenadora artística do CIAJG, Marta Mestre, e do diretor da bienal ConTextile, Joaquim Vieira. Há, porém, “um conjunto de livros que nunca esteve à venda”, sendo que “alguns não foram sequer apresentados”, reconheceu.

Para o responsável, a venda desses livros a “preços simbólicos” facilita uma maior presença da “memória” da CEC nas “casas das pessoas”, ainda para mais num ano de “enorme simbolismo”, cumprida uma década após o megaevento. “Este não é um ano de festa. (…) É um ano de refletir e também um ano de se curarem algumas feridas. (…) Ao longo do ano, vamos assinalar esses 10 anos para refletir sobre 2012”, prometeu.

Ao lado, Marta Mestre admitiu a necessidade de “cada vez mais dinamizar” a livraria do CIAJG, enquanto “espaço muito vivo, de interface muito fácil com o público”. “Julgo importante termos aqui à venda estas obras, num preço muito acessível, para a distribuição desse conhecimento produzido pela CEC”.

A especialista em história da arte confirmou ainda o lançamento de sete catálogos de exposições do museu a 10 de abril, para se juntarem ao volume de “Complexo Colosso”, já disponível.

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