Maior Contextile de sempre está a chegar com Ai Weiwei a expor nas praças
A bienal que cruza a arte e o têxtil, elemento indissociável do dia-a-dia vimaranense, está de regresso para a oitava edição. Com inauguração marcada para o próximo sábado, a Contextile apresenta o maior programa de sempre, com 53 obras de 50 artistas oriundos de 27 países, cruzando arte, património, indústria têxtil, sustentabilidade e comunidade.
O destaque é naturalmente a presença de Ai Weiwei, reconhecido artista e ativista chinês, que contribuiu para o Ninho de Pássaro, o estádio que acolheu os Jogos Olímpicos Pequim 2008, e que reúne inúmeras obras de arte contemporânea, além de ser um crítico audível do regime chinês, o que ditou a sua saída do país em 2015.
Na cidade-berço, haverá três peças suas no espaço público, das quais já se podem ver os contornos: “Camouflage”, na Plataforma das Artes e Criatividade, “Net”, nos Tanques de Couros, e “Fabrication”, no Centro Internacional das Artes José de Guimarães.
A programação inclui ainda exposições, residências artísticas, intervenções de arte pública, conversas, workshops e projetos educativos. Entre as restantes propostas, inclui-se, por exemplo, “Weaving the Green”, desenvolvida em parceria com Guimarães Capital Verde Europeia 2026, que envolve artistas, comunidades e espaços públicos em torno de temas como água, resíduos, energia e produção têxtil.
Concebida em redor do tema “By a Thread” (“Por um Fio”), a bienal decorre até 29 de novembro, transformando inúmeros espaços de Guimarães num palco para projetos que procuram aproximar a criação artística do património e das comunidades locais.