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Paço dos Duques avança com restauro das porcelanas chinesas

Redação
Cultura \ terça-feira, julho 28, 2026
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Restauro de duas das peças da coleção de porcelana chinesa, uma produzida durante a dinastia Ming e outra durante a dinastia Qing, visa assegurar “preservação a longo prazo”.

O Paço dos Duques de Bragança está a restaurar duas das suas peças da coleção de porcelana chinesa: uma taça produzida nos célebres fornos de Jingdezhen durante a Dinastia Ming, no reinado do imperador Jiajing (1522–1566), e um pote sentinela, fabricado na China entre 1770 e 1790, durante a Dinastia Qing, no reinado do imperador Qianlong.

A taça, proveniente de Jingdezhen, cidade reconhecida como a "capital da porcelana", evidencia a excelência técnica e artística alcançada durante a Dinastia Ming, enquanto o pote sentinela, produzido cerca de dois séculos mais tarde, ilustra o elevado refinamento estético e a qualidade de execução que caracterizam a porcelana do período Qianlong, considerado um dos momentos áureos da Dinastia Qing, adianta a entidade, em comunicado.

Segundo Milton Dias Pacheco, diretor do Paço dos Duques de Bragança, do Castelo de Guimarães e da Igreja de S. Miguel do Castelo, os programas de conservação e restauro em curso no Paço dos Duques de Bragança constituem “uma oportunidade para reforçar a investigação e valorização da sua coleção de porcelana chinesa, articulando o trabalho especializado da equipa de restauro com uma política de mecenato orientada para a salvaguarda do património.

Inserido num programa contínuo de conservação das coleções do Paço dos Duques de Bragança, o restauro visa garantir a estabilidade física das peças, travar os processos de degradação e assegurar a preservação das a longo prazo, aprofundando, em simultâneo, “o conhecimento sobre os materiais compositivos, as técnicas de fabrico e o historial de conservação destes objetos, contribuindo para a investigação científica e para a valorização da coleção”.

O processo também favorece criação de redes de cooperação com instituições museológicas portuguesas e universidades chinesas, abrindo caminho “a futuras parcerias científicas e à organização de um colóquio dedicado à partilha dos trabalhos realizados e à definição de novas linhas de investigação”, acrescenta a nota.

Concluído o restauro, as duas porcelanas regressarão à exposição permanente do Paço dos Duques de Bragança, onde voltarão a estar acessíveis aos visitantes.

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