Paço dos Duques vai acolher congresso internacional sobre casas senhoriais
O Paço dos Duques de Bragança irá acolher, entre 31 de maio e 5 de junho de 2027, a 11.ª edição do congresso internacional “A Casa Senhorial. Anatomia dos Interiores”, dedicado ao tema “Realidades e Materialidades: habitar, recuperar e musealizar”. O congresso reunirá em Guimarães investigadores, especialistas e profissionais de diferentes áreas disciplinares, promovendo uma reflexão alargada sobre a casa senhorial enquanto espaço de representação, vivência, memória, transformação e valorização patrimonial, adiantou a Museus e Monumentos de Portugal em comunicado.
O evento é organizado pelo Paço dos Duques de Bragança, Castelo de Guimarães e Igreja de São Miguel do Castelo | Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. – Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, pelo Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e pela Fundação Casa de Rui Barbosa – Ministério da Cultura do Brasil.
“Esta parceria institucional reforça a dimensão nacional e internacional do encontro, promovendo a cooperação científica em torno da investigação, valorização, recuperação e musealização da casa senhorial enquanto objeto complexo de estudo histórico, artístico, arquitetónico, social e patrimonial”, lê-se no comunicado.
Subordinado aos conceitos de habitar, recuperar e musealizar, o XI Colóquio Internacional propõe uma leitura crítica das continuidades, transformações, apropriações e reconfigurações que marcaram a longa duração destes espaços residenciais. O programa científico organiza-se em torno de quatro linhas temáticas dedicadas aos mecenas, artistas, vivências e rituais; à identificação das estruturas, programas distributivos e nomenclaturas funcionais e simbólicas; ao estudo da ornamentação fixa; e ao equipamento móvel nas suas funções específicas.
“A realização deste congresso no Paço dos Duques de Bragança afirma Guimarães como lugar de encontro e produção de conhecimento em torno do património senhorial, reforçando o diálogo entre investigação académica, práticas de conservação, recuperação patrimonial e processos de musealização”, conclui a nota.