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PJ promete “investigação aprofundada” para ver se violações têm mesmo autor

Redação
Sociedade \ quarta-feira, agosto 30, 2023
© Direitos reservados
Inspetor-geral da Polícia Judiciária reconhece “vários crimes de natureza sexual, uns consumados, outros tentados” em Guimarães, sem conseguir indicar um número exato.

Detido o suspeito da violação da madrugada de 22 de agosto, na rua Doutor José Sampaio, a Polícia Judiciária admite que Guimarães foi palco de “crimes de natureza sexual que envolvem atos de especial relevo” desde dezembro de 2022 e que é preciso continuar a investigação para se perceber se esses atos têm o mesmo autor.

“Só uma investigação muito mais aprofundada poderá responder cabalmente a essa pergunta. Para já, temos vários crimes de natureza sexual, uns consumados, outros tentados, e crimes contra o património”, disse esta quarta-feira o inspetor-chefe da PJ, António Gomes.

Em conferência de imprensa, o responsável disse ainda ser impossível referir qual o número exato de crimes cometidos; esse apuramento depende “de recolhas de outros elementos de prova”.

O inspetor-chefe adiantou também que o modus operandi dos crimes levados a cabo se distingue pela violência. “As vítimas eram abordadas com bastante violência, nuns casos usando armas brancas, noutros através da força física. Nalguns casos subtraía dinheiro e equipamentos e, seguidamente, praticava atos sexuais de especial relevo”, descreveu.

Convencido de que a PJ pôs cobro a este fenómeno de crimes com gravidade e ao subsequente alarme que se gerou, António Gomes considerou que as pessoas de Guimarães “podem ficar sossegadas”. “Não quer dizer que não pode lá ocorrer outros factos, mas não será, com certeza, com esta incidência com que ocorreram nestes meses”, afirmou o diretor da Departamento de Investigação Criminal da PJ de Braga.

O inspetor-chefe referiu ainda que o número de situações e o alarme gerados por estes atos motivou um investimento significativo da PJ em investigação, até à detenção do suspeito de 33 anos, residente em Guimarães.

“Houve recurso à videovigilância, houve informações das vítimas, colaboração muito grande das vítimas, de familiares e de amigos [das vítimas], de pessoas que se dirigem à Polícia Judiciária, quer pessoalmente, quer através de telefone, dando informações preciosas para conduzir a estes resultados. É um trabalho de todos com a colaboração de todos”, esclareceu.

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