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Sociedade Musical de Pevidém vence 25.º Certámen de Aranda de Duero

Redação
Cultura \ sexta-feira, setembro 11, 2026
© Direitos reservados
O quarteto de jurados considerou a banda filarmónica vimaranense a melhor entre as seis que atuaram na cidade espanhola entre julho e agosto e Vasco Silva de Faria o segundo melhor maestro.

A atuação da Sociedade Musical de Pevidém (SMP) na noite de 21 de agosto, na Plaza del Trigo, em Aranda de Duero, convenceu os jurados ao ponto de vencer a 25.ª edição do Certámen de bandas filarmónicas.

Na sequência da reunião do júri, decorrida em 4 de setembro, o município de Aranda – o designado ayuntamiento – divulgou os resultados que consagraram a banda filarmónica pevidense como a melhor entre as sete que atuaram naquela cidade da comunidade autónoma de Castela e Leão, banhada pelo rio Douro.

O júri atribuiu a pontuação de 9,26, numa escala de 0 a 10, à interpretação das obras definidas como obrigatórias, com um peso de 50% na nota final, e de 9,16 à interpretação às restantes peças do concerto, com um peso de 45%. O voto popular, correspondente a 5% da nota final, valeu à banda vimaranense 0,47 pontos em 0,5 possíveis. A soma das pontuações parciais valeu um resultado final de 9,23, o único acima de nove.

A classificação valeu cinco mil euros à SMP, o valor do primeiro prémio. Já a Associação Recreativa e Musical de Vilela, em Paredes, que atuou em 24 de julho, obteve o segundo melhor resultado – 8,70 – e garantiu um prémio no valor de três mil euros.

As restantes bandas presentes eram espanholas. A Agrupación Musical Sauces, de Cartagena, obteve o terceiro lugar, com 7,75 pontos, a Unión Musical de Redován, em Alicante, o quarto (7,36), a Banda Musical Churriana de la Vega, oriunda de Granada, o quinto (7,03), e a Agrupación Musical Banda de Música de Ciudad Real o sexto (6,07). A outra banda presente, a Societat Musical La Alianza de Vinaròs, de Castellón, atuou por convite em 28 de agosto, para substituir a banda inicialmente calendarizada para esse dia – a Sociedad Musical Centro Eslava, de Valência – e não foi classificada.

Já o prémio de melhor maestro, no valor de 1.500 euros, foi atribuído a Andrés Pérez Bernabé, da banda da Cartagena, ao obter 9,4 pontos, registo que superou os 8,5 atribuídos a Vasco Silva de Faria, segundo classificado.

 

“Resultado de meses de trabalho e de sacrifícios”

Anteriormente premiada no Certámen de Aranda de Duero, em 2015, a Sociedade Musical de Pevidém vincou que o prémio é de todos os músicos, do maestro Vasco Silva de Faria, da direção, dos colaboradores, das famílias dos músicos, dos associados, dos mecenas e parceiros, da Junta de Freguesia de São Jorge de Selho, da Câmara Municipal de Guimarães… e fruto de muitos meses de preparação.

“Um prémio como este nunca é apenas só um prémio. É o resultado de meses de trabalho, de ensaios, de sacrifícios, de viagens, de horas de dedicação e, acima de tudo, da paixão de muitas pessoas que acreditam na música e na Sociedade Musical de Pevidém”, vinca a instituição fundada em 1894, em nota publicada nas redes sociais.

A banda filarmónica congratulou ainda a Associação Recreativa e Musical de Vilela pelo segundo prémio e reconheceu a presença das restantes bandas participantes, em especial o maestro Andrés Pérez Bernabé, pelo prémio de melhor maestro.

A SMP agradeceu também ao júri e ao Ayuntamiento de Aranda de Duero, vincado que a cidade já faz parte da história da instituição e está “guardada nos corações” de músicos que poderiam chegar ainda mais longe, caso os apoios fossem maiores.

“Este é mais um sinal de que vale a pena apoiar as bandas portuguesas. Se as bandas portuguesas conseguem estes feitos por esse mundo fora com os meios que têm, imaginemos o que fariam com apoios equivalentes à qualidade e nível das bandas”, lê-se na nota.

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