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Space Hub: Guimarães quer “estar presente” nos “novos descobrimentos”

Bruno José Ferreira
Cultura \ quarta-feira, março 06, 2024
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Apresentado o projeto da Fábrica do Arquinho, ganha forma o conceito aí a instalar. Domingos Bragança quer que um dos próximos satélites portugueses seja “Made in Guimarães”.

Esta terça-feira foi “um dia importante para o setor aeroespacial”, quer em Guimarães quer a nível nacional, com a apresentação do Guimarães Space Hub. Foram assinados no Teatro Jordão dois protocolos com o CEiiA, por parte da Universidade do Minho e da Câmara Municipal de Guimarães, um dos mais importantes players a nível nacional nesta área.

O CEiiA, sediado em Matosinhos, terá um polo na renovada Fábrica do Arquinho, onde será instalada a Escola de Engenharia Aeroespacial, passando desde já a operar em Guimarães, em instalações provisórias no Centro Cultural Vila Flor.

Domingos Bragança afirmou tratar-se de um “momento muito importante para a afirmação de Guimarães no contexto aeroespacial, não só na ciência, mas também na indústria e nos serviços” desta área. Um caminho, segundo o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, “bem alicerçada para trazermos empresas que operam internacionalmente para Guimarães, numa plataforma colaborativa com outros territórios”.

O projeto Guimarães Space Hub terá a antiga Fábrica do Arquinho como epicentro, sendo o projeto revelado na cerimónia de assinatura dos protocolos, sendo que o edil ambiciona que um dos próximos satélites construídos em Portugal seja “Made in Guimarães”.

António Cunha, da CCDR Norte, um dos responsáveis por pensar este projeto, frisou que este foi um “desafio que Guimarães soube agarrar bem”. “Faz parte, com grande importância, do plano estratégico nacional. A existência de um curso aqui, associando-se a outras estruturas como o supercomputador, permite sonhar mais alto”, disse.

Estamos a “antecipar, estudar e entender o futuro”, sustentou o líder da CCDR Norte, sendo os satélites uma nova forma de ver o mundo”. Pedro Arezes, presidente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, frisou que “a forma como tratar e interpretar a informação que nos chega do espaço é um filão a explorar” e com potencial de desenvolvimento no Guimarães Space Hub.

“São os novos descobrimentos. Temos novamente oportunidade de sermos pioneiros a atravessar fronteiras, agora no espaço. Guimarães que estar presente de forma ativa”, rematou Domingos Bragança.

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