Veículos elétricos cumprem Guimarães-Sagres-Guimarães na quinta-feira
Na antecâmara do Encontro Nacional de Veículos Eléctricos, que se vai realizar no Multiusos de Guimarães durante o fim de semana, a Associação Portuguesa do Veículo Elétrico (APVE) promove, nesta quinta-feira, o Desafio 1300 Electric: 16 veículos 100% elétricos de 15 marcas partem de Guimarães em grupos, entre as 7h00 e as 8h00, deslocam-se até à ponta algarvia e regressam à cidade-berço, com chegada prevista à meia-noite.
A cada 200 quilómetros ou duas horas de condução, serão feitas paragens para descanso, alimentação e carregamento, seguindo as boas práticas de segurança rodoviária e sem paragens adicionais dedicadas exclusivamente ao carregamento, frisa a organização.
A intenção do passeio é mostrar que “a mobilidade elétrica já percorre o país de ponta a ponta, recorrendo exclusivamente à infraestrutura pública de carregamento disponível ao longo da rota”.
O desafio conta com modelos de vários segmentos do mercado atual, das marcas Alpine, Audi, BMW, Citroën, Cupra, DS, Jeep, Leapmotor, MINI, Opel, Peugeot, Renault, Skoda, Toyota e Volkswagen, e conta com o apoio da Brisa, concessionária que disponibiliza a sua rede de autoestradas e áreas de serviço, e da Galp, concluiu recentemente o corredor de carregamento ultrarrápido da A1 e da A2, com 96 tomadas distribuídas por oito áreas entre o Porto e o Algarve.
“É possível atravessar Portugal de ponta a ponta em elétrico. Com mais de 10 mil tomadas de carregamento públicas e privadas distribuídas por todo o território nacional, a infraestrutura existe, é fiável e está a crescer. Apoiar esta iniciativa é uma forma concreta de demonstrar que a mobilidade elétrica já não é uma promessa, mas sim uma realidade madura”, referiu Tiago Durana Pinto, da Galp, citado pela nota de imprensa do evento.
Já Paulo Pereirinha, presidente da APVE, realça que “fazer 1.300 km num único dia, com 16 veículos elétricos de segmentos distintos, recorrendo exclusivamente à infraestrutura pública de carregamento, é uma prova de que a mobilidade elétrica atingiu um ponto de maturidade que muitos ainda subestimam”.
“Portugal tem a rede, tem os veículos e tem os condutores. O que falta, muitas vezes, é a confiança. E é isso que queremos construir”, defendeu.