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Vivências de Antigamente: um documentário que prende os mais novos

Bruno José Ferreira
Cultura \ domingo, março 19, 2023
© Direitos reservados
Com as novas tecnologias, os elementos do rancho arregaçaram as mangas e produziram “um registo que ficará para aqueles que virão a seguir”.

O Grupo Folclórico do Centro Social de Vila Nova de Sande ficou, tal como outros agentes culturais, sem palco no decorrer da pandemia. Mas isso não significou guardar as vestes no armário e pousar os acessórios. Com as novas tecnologias, os elementos do rancho arregaçaram as mangas e produziram “um registo que ficará para aqueles que virão a seguir”. O documentário “Vivências de Antigamente” foi apresentado diante de uma plateia cheia que ouviu de Rui Mendes, presidente da instituição, a indicação de que “há muito mais para fazer”.

“Os recursos da época que estamos a representar estão cada vez mais escassos, os testemunhos vivos também são cada vez mais raros, daí a necessidade de os registar, para aqueles que vierem a seguir a nós terem esta ferramenta”, atesta Rui Mendes ao Jornal de Guimarães, reconhecendo que o feedback obtido até agora aponta a “qualidade” do produto final.

Esta memória construída a pensar no futuro ganha ainda mais relevância quando se percebe que “todos os figurantes deste trabalho são elementos do grupo folclórico”. Para além disso, segundo dá conta Rui Mendes, teve o condão de entusiasmar os mais novos, que “por vezes têm dificuldade em entender o que se faz no folclore”: “Desde o início entenderam com muito entusiasmo o objetivo e ficaram muito contentes, principalmente os jovens, que ao envolverem-se neste trabalho acabaram por criar mais interesse”, graceja.

A apresentação pública deste trabalho deu-se a 04 de março, no auditório do Centro Social, Cultural, Desportivo e Recreativo de Vila Nova de Sande, contando com a representação de várias entidades. Foi o corolário de um desafio agarrado pelo grupo em plena fase pandémica. “A pandemia deu-nos a oportunidade de o começar, porque num ano normal o tempo não é muito para fazermos este trabalho. Mas é um trabalho incompleto; há muito mais a fazer para retratar as vivências dos nossos antepassados, nos finais do século XIX e no século XX”, termina, como que lançando o repto para outros grupos entrarem nesta vivência.

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