#Está na moda…
“Farmar Aura”. É uma das expressões que agora mais se ouve entre adolescentes. Uma gíria usada para descrever a acumulação de carisma, presença, confiança ou estilo pessoal. Está na moda a expressão.
Mas a aura também se perde. Sobretudo se nos esquecermos das nossas raízes e seguirmos pela via da insolência. Parece trivial dizê-lo. Parece algo, até, fora de moda. Mas, pelos vistos, há coisas que precisam de ser lembradas. Amiúde.
Mais parece estar na moda cultivarem-se lapsos de memória.
«Nós, às vezes, somos tentados, todos nós, na primeira ocasião, a vingarmo-nos do mal que nos fizeram. A vingança pode trazer algum prazer momentâneo, mas nunca traz a paz», afirmou D. José Cordeiro, na Penha.
No último domingo, nem todos os presentes no santuário mariano — alguns com responsabilidades institucionais — terão ouvido as palavras do Arcebispo D. José Cordeiro, na homilia da 133ª Grande Peregrinação. Foi pena.
Pena é, também, ter de escrever que a Casa Piedade encerrou!
Esteve na moda durante décadas. E fechou neste final de verão, ao fim de 106 anos a servir Guimarães e quem nos visita! Infelizmente, é mais um símbolo da economia vimaranense que se retira de cena.
Devia estar na moda manter o bom hábito de atuais e antigos moradores do Centro Histórico de Guimarães se reunirem em confraternização. A iniciativa já não se realiza, desde que faleceu o Senhor José Pereira, mais conhecido por “Patacheia”.
Durante uma década, acontecia sempre em setembro. Mais do que uma forma de enrijecer as nossas raízes, era um pretexto para se recordarem memórias e histórias de boa vizinhança entre vimaranenses residentes na Rua de Santa Maria, Praça de São Tiago, Largo da Oliveira e ruas envolventes.
Por falar em ruas, Guimarães tem agora um “Vai e Vem” gratuito que liga o Multiusos ao Hospital.
A ideia é boa.
Falta criar o hábito de deixar o carro à entrada da cidade e optar pelo transporte público. Que ainda não está na moda. Talvez faltem incentivos para que as mentalidades… mudem!
No futuro, espera-se que as novas tendências sejam outras.
Mais genuínas e autênticas. Menos plásticas e artificiais.
Que passe a estar na moda a empatia.
O senso crítico construtivo.
A gratidão.
O respeito.
Os princípios básicos.
E os valores de sempre, de uma sociedade que se diz moderna.
Porque, no fundo, há coisas que nunca deveriam sair de moda…