Junho quente
O Vitória vai a eleições com 4 (!) candidatos – algo inédito em 103 anos da sua história. E o Partido Socialista de Guimarães, que esteve 36 anos no poder, também regressa às urnas para escolher novos (?) dirigentes nas suas estruturas locais e distritais.
Poderia dissertar sobre qualquer um dos temas. Ou outros assuntos que eventualmente estão (ou colocaram) na ordem do dia. Melhor não. O bom senso é melhor conselheiro. E, afinal, cada um espalha o que carrega dentro de si…
No Vitória, tenho amigos nas quatro listas. Faço essa manifestação de interesses para não tomar “partido” publicamente. Mas irei exercer o sentido de voto, obviamente! Ganhará o candidato que melhor fundamentar o seu projeto e o mais genuíno a transmitir as suas ideias nos debates que se realizarem.
Neste jogo eleitoral, o mês de junho guarda-nos o início do Mundial de Futebol, mas também a previsível continuidade de um teatro partidário dos tempos modernos, mas já mundialmente conhecido: o sindicato de voto!
Seja qual for o partido, já deu para perceber que esse modelo pode conferir a vitória partidária momentânea, mas poderá não expressar a vontade do Povo. Que escolhe os seus representantes institucionais em eleições livres, sem que ninguém lhes pague as quotas para votar em fulano ou em sicrano.
Por muitas barreiras que possam existir, é sempre o Povo quem decide. Que sabe muito bem quem se forja em viveiros artificiais ou quem se apresenta a eleições para trabalhar para ele.
Junho ainda vem aí, no entanto, já deu para sentir, nestes últimos dias, que o calor chegou em força. E o mês dos santos populares promete deixar as coisas (ainda) mais em brasa. Cabeça fria… precisa-se, pois!
Até podem chover (críticas), mas a época convida a chegar perto de uma esplanada e beber um gole de água natural. Para acalmar ânimos e aliviar tensões acumuladas. E o que é natural…