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Objetivos de desenvolvimento sustentável e adaptação climática

Nuno de Vieira e Brito
Opinião \ quinta-feira, agosto 19, 2021
© Direitos reservados
Cada ser humano, mesmo indiferente ou preguiçoso, deve ser parte da solução e pequenas coisas que alteram a nossa rotina podem também fazer parte da diferença.

Têm sido recorrentes as notícias sobre alterações climáticas que têm afetado, de forma algo inusitada, diferentes regiões do Globo. As mais recentes dizem respeito a inundações na Alemanha e toda a Europa Central, com elevadas perdas humanas e inúmeros prejuízos materiais.

Já em setembro de 2015 as preocupações mundiais com o ambiente e as alterações climáticas se impunham com a aprovação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas por 193 membros. Esta Agenda é constituída por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e pretende criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o ambiente e combater as alterações climáticas. Os ODS sucedem aos Objetivos do Milénio (ODM), alargando os desafios que devem ser abordados para erradicar a pobreza e abarcar um vasto leque de tópicos inter-relacionados, nas dimensões económica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável.

Ainda, na sequencia dos ODS e do Acordo de Paris, no final de 2019, a União Europeia assumiu o compromisso para promover uma sociedade mais justa, saudável e próspera enquanto assegura a sustentabilidade do planeta para as futuras gerações. Para tal, propôs o Pacto Ecológico Europeu, definindo vários eixos de ação: “Do Prado ao Prato” uma estratégia que se pretende reformular os sistemas de produção agrícola baseando-se na ideia que os agricultores são guardiães e gestores de recursos naturais; “Estratégia para a Biodiversidade” cujo principal objetivo é travar e reverter a perda de biodiversidade a que assistimos nas últimas décadas; “Pacto Europeu para o Clima” onde se propõe criar um espaço para debate e partilha de informação sobre a crise climática, a vários níveis da sociedade, desde a academia até à sociedade civil. Destacam-se os domínios “Competências verdes” para criar oportunidades e empregos do futuro, assim como “Espaços verdes” para criar espaços verdes que fomentem resiliência.

Ora, os ODS são mais que objetivos e politicas institucionais e devem ser compreendidos e executados por todos nós, cidadãos comuns. Cada ser humano, mesmo indiferente ou preguiçoso, deve ser parte da solução e pequenas coisas que alteram a nossa rotina podem também fazer parte da diferença.

Pois mesmo no nosso sofá, como nos propõe as Nações Unidas, podemos ser mais amigos do ambiente. Desde logo economizando eletricidade, ligando os aparelhos a um filtro de linha e desligando-os completamente quando não estiverem em uso, reduzindo o uso do papel (extratos bancários), pagamentos online ou smartphone, uso racional da luz, ou mesmo, a compra de créditos de carbono.

Se ao sofá, adicionarmos a nossa intervenção em casa (seja na alimentação com produtos locais, na gestão de eletrodomésticos, na reciclagem e compostagem, no uso racional da água, nas perdas de eficiência de energia), ou no trabalho (uso de bicicletas, de transportes públicos, de partilha de viatura, eficiência energética e temperatura adequada, uso racional de papel, alimentação saudável), muito poderemos fazer no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Mais do que politicas ou conferencias, é o nosso futuro que comprometemos.

 

Nota: artigo de opinião originalmente publicado na edição #05 do Jornal de Guimarães, a 13 de agosto de 2021

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