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Setembro

Simone Oliveira
Opinião \ quinta-feira, setembro 07, 2023
© Direitos reservados
A vida acontece quando estamos demasiado ocupados a fazermos planos. Às vezes, também é necessário deixar só acontecer e deslizar.

Setembro. E essa melancolia agridoce que se agarra à pele como sal. Para tantos, a passagem do ano repete-se por estes dias de fim e de recomeço: a porta que se fecha; a porta que se abre e nesses movimentos, todas as doçuras e todas as dores. O que foi em mais um verão: os filhos que cresceram mais um palmo, os pais a quem desejamos “só” a eternidade do colo que nos escapa, os amores de quem continuamos a esperar balanço e rede, os momentos que se tentamos gravar a ferro e fogo, o lugar cativo do bom… esse sprint de felicidade que se esgota num mês.

O que aí vem: … os juros que sobem, o tempo que se esvai, o sono que não chega, tudo o que não se cumpre e o tanto que sempre há para cumprir… a exigente maratona dos dias.

Abrir muito os olhos e seguir focado na voragem do novo, dá-nos todas as possibilidades, mas subtrai também outras tantas. Marcarmos a vida por meses e metas, talvez nos dê o impulso para dominar o medo e a coragem para fazermos as grandes e para as pequenas mudanças, mas como já alguém disse: a vida acontece quando estamos demasiado ocupados a fazermos planos. Às vezes, também é necessário deixar só acontecer e deslizar.

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