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Coelima: assembleia de credores realiza-se a 18 de junho

Tiago Mendes Dias
Economia \ segunda-feira, junho 07, 2021
© Direitos reservados
Podem participar todos os credores com créditos superiores a 10 mil euros. Histórica têxtil atravessa um processo de insolvência no qual o Governo não foi ouvido, alega o sindicato.

Os credores da Coelima vão-se reunir em assembleia no dia 18 de junho, informa uma convocatória publicada pelo Juízo de Comércio de Guimarães, na .

Podem participar na reunião os titulares de créditos com um valor mínimo de 10 mil euros, os titulares que se façam “representar por outro [credor] cujo crédito seja pelo menos igual ao limite fixado” e aqueles que se decidam “agrupar de forma a completar o montante exigido”, participando através de um “representante comum", lê-se no documento publicado pelo tribunal.

Aquando da apresentação do processo de insolvência pelo conselho de administração, em abril, a têxtil fundada em 1922 apresentava um passivo de 29,5 milhões de euros, repartido por cerca de 250 credores. Detida maioritariamente por um fundo de recuperação gerido pela ECS Capital, sociedade gestora de capitais de risco com uma participação do Estado, a Coelima tem como principais credores a Caixa Geral de Depósitos (8,5 milhões de euros) e o Fundo Autónomo de Apoio à Concentração e Consolidação de Empresas (7,8 milhões).  

Esses dois credores integram a Comissão de Credores da Coelima, já nomeada pelo Juízo do Comércio de Guimarães, que inclui ainda o Novo Banco, a Segurança Social e o presidente do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes, Francisco Vieira, em representação dos trabalhadores, adiantou a Lusa.

A comissão foi nomeada na sequência de um pedido enviado ao tribunal pelo administrador da insolvência, Pedro Pidwell, em 01 de junho, esclareceu ainda a agência.

 

Governo sem pedidos de apoio quanto à covid-19

O sindicato têxtil reuniu-se, no sábado, com o Secretário de Estado da Economia, João Neves, e chegou à conclusão de que o Governo, mesmo com a participação na ECS Capital, não foi ouvido sobre o processo de insolvência, nem recebeu qualquer pedido de apoio da empresa para combater os efeitos da pandemia da covid-19, um dos motivos com que o conselho de administração justificou o pedido de insolvência.

“Primeiro, eles tinham de conversar com uma instituição bancária e ir depois ao Governo para terem a garantia. Não fizeram isso”, disse ao Jornal de Guimarães Francisco Vieira, sublinhando que a reunião serviu para “desvendar essa narrativa” relacionada com o novo coronavírus.

A Coelima é, neste momento, alvo de três propostas de aquisição: a primeira, do consórcio entre a RTL e a José Fontão, que disponibiliza 200 mil euros no imediato para as necessidades correntes da Coelima, a 28 de maio, a segunda do consórcio entre a Felpinter e a Mundotêxtil, a 01 de junho, de 220 mil euros, e a terceira da empresa Mabera, de 250 mil.

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