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PS quer 80% da população com USF e abandono escolar reduzido a 5%

Tiago Mendes Dias
Política \ sexta-feira, janeiro 28, 2022
© Direitos reservados
A redução de 55% nas emissões de gases com efeito de estufa ou o crescimento das exportações até valerem mais de metade do PIB em 2030 são outros dos desígnios inscritos no programa socialista.

A “generalização do modelo das unidades de saúde familiar”, garantindo que “elas cobrem 80% da população na próxima legislatura”, é uma das promessas que abre a lista de propostas para a área da saúde no documento que traça as linhas gerais do programa eleitoral do PS para as Eleições Legislativas de 30 de janeiro.

O reforço da rede geral de cuidados continuados, com o aumento do número de camas e a constituição de equipas em todos os Agrupamentos de Centros de Saúde, ou a criação de seis novas unidades hospitalares – nenhuma delas é na região Norte – são outros desígnios listados num programa que enfatiza as fasquias estatísticas a superar nos vários campos, inclusive para lá do mandato entre 2022 e 2026 – há vários metas traçadas até 2030.

Na educação, o partido do poder nos últimos seis anos estabelece precisamente o fim da década como o prazo para reduzir o abandono escolar precoce para 5% dos estudantes, para aumentar a franja da população com pelo menos o ensino secundário completo para 70% e para garantir que pelo menos 50% das pessoas entre os 30 e os 34 anos têm formação superior.

Com o ambicionado crescimento das qualificações, o apoio previsto aos estudantes de ciência, tecnologias, engenharias, artes ou matemática (acrónimo STEAM, em inglês), e a digitalização das competências de cerca de 200 mil trabalhadores, o PS quer que as exportações perfaçam 53% do PIB em 2030, com a despesa em investigação e desenvolvimento a subir dos atuais 1,75% para 3%.

Ainda na economia, a força política liderada por António Costa compromete-se a reduzir a dívida pública para menos de 110% do PIB até 2026, ao mesmo tempo que fixa um aumento de 20% no rendimento médio por trabalhador durante o próximo mandato e a retirada de 660 mil pessoas da situação de pobreza até 2026.

Na habitação, o PS tenciona disponibilizar mais 26 mil fogos até 2026, 6.800 dos quais a “custo acessível”, ao passo que, no combate às alterações climáticas, propõe a redução de 55% nas emissões de gases com efeito de estufa e o aumento do peso das energias renováveis para 47% do consumo total, ambos até 2030.

 

Emprego jovem e habitação entre as prioridades para o distrito

Soprano em inúmeras óperas e diretora artística do Teatro Nacional São Carlos (TNSC) desde outubro de 2019, Elisabete Matos crê que “a educação e a cultura são o pilar” em que “os indivíduos e os povos” edificam a sua “personalidade e humanidade”. Por isso, a artista nascida na vila de Caldas das Taipas, em 1964, defende que “colégios, escolas, conservatórios e universidades”, a par de “uma classe de professores comprometida”, são a chave para o futuro dos jovens do distrito.

“É necessário criar empregabilidade a uma juventude revigorada, muito mais preparada do que nós e sei que não é tarefa fácil, mas a pandemia também nos tornou mais criativos”, afirmou a número dois da lista do PS pelo círculo de Braga às Legislativas.

Quanto à cultura, Elisabete Matos alerta para o “caminho de grande exigência a nível laboral”, de “cumprimento dos direitos dos trabalhadores” e das “condições contratuais”, para que “a classe sinta o respeito e a valorização dos seus potenciais”, esclarece.

Já Luís Soares, presidente da Concelhia de Guimarães do PS e da Junta de Freguesia de Caldelas, recandidata-se à Assembleia da República para defender o aumento das pensões, “principalmente as mais baixas”, e dos salários. “Precisamos de continuar a aumentar os rendimentos dos habitantes desta região. No Vale do Ave e também no Vale do Cávado, o tecido económico assenta historicamente nos salários baixos”, constata o deputado, que subiu de número sete, em 2019, para número seis da lista socialista.

O investimento nos serviços de saúde é outra das prioridades para o distrito, com as novas instalações para os centros de saúde de Moreira de Cónegos e de Vieira do Minho e a “ampliação da rede de cuidados continuados e paliativos”, refere. E a criação de “um sistema de mobilidade que permita substituir o veículo individual pelo transporte coletivo público”, “mais amigo do ambiente”, merece discussão. Para Luís Soares, a nova concessão dos transportes públicos de Guimarães é um “salto qualitativo” a replicar noutros concelhos do distrito.

Quanto ao concelho de Guimarães, o número seis da candidatura do PS pelo círculo de Braga, lembra que os protocolos para o novo Campus da Justiça, no Parque da Cidade, e para a via dedicada ao Avepark estão já assinados. Já os dossiês das requalificações dos carteis da GNR de Lordelo e de Caldas das Taipas estão a ser trabalhados, à semelhança do programa de “ampliação de habitação social e de habitação a custos controlados para a classe média”. “A garantia de que se possam concretizar é a de que o PS possa concluir o caminho que iniciou”, sugere.

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