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Ricardo Araújo teme que o processo de Couros esteja a “marcar passo”

Tiago Mendes Dias
Cultura \ sexta-feira, novembro 19, 2021
© Direitos reservados
Vereador social-democrata sustenta a preocupação com o Gabinete de Couros e Sítios Patrimoniais, com uma equipa cujo mandato expirou, e com a falta de chefe na Divisão do Centro Histórico.

A coligação Juntos por Guimarães (PSD/CDS-PP) teme que a candidatura da área de Couros a Património Mundial da UNESCO esteja a “perder prioridade política” na Câmara Municipal. Coube ao vereador Ricardo Araújo expressar essa preocupação, com base no funcionamento do Gabinete de Couros e Sítios Patrimoniais e da Divisão do Centro Histórico (DCH).

O social-democrata notou que o mandato da equipa do gabinete criado em 2014 no âmbito da candidatura expirou em setembro último, não havendo ainda equipa substituta. Já a DCH nunca mais teve um chefe desde a saída de Alexandra Gesta do então Gabinete Técnico Local, em 2007.

“Esta candidatura de Couros a património mundial é um objetivo estratégico para Guimarães, que une poder e oposição de anos a esta parte. esta candidatura tem vindo a marcar passo por diversas razões”, vincou, durante a reunião do executivo municipal desta quinta-feira.

O concurso lançado pela Câmara Municipal no final de 2020 para a DCH continua sem resultado final, algo que Ricardo Araújo lamenta, pelo “impasse” criado numa área, a seu ver, “estratégica” para o território vimaranense. O vereador da JpG disse querer acreditar que a candidatura está a merecer atenção pela Câmara, mas faltam os “sinais” que deem conta do exato “ponto da situação”.

Recordo-me de ter dito que esta é um assunto de prioridade e de agenda política. Ter este tema na agenda política é uma forma de lhe conferir prioridade pública nos organismos políticos que não só a Câmara Municipal”, defendeu.

 

A área de Couros tem a classificação de Interesse Público desde 1977

A área de Couros tem a classificação de Interesse Público desde 1977

 

Um desígnio, duas candidaturas

Confrontada com os receios da oposição, a vereadora com os pelouros do Centro Histórico e do Urbanismo adiantou que o processo de classificação de Couros como Património Mundial continua a ser trabalhado pelas pessoas que sempre o acompanharam, com o “mesmo entusiasmo” do passado, mas nem sempre à mesma velocidade.

E isso também se deve ao facto de a candidatura a Património Mundial da UNESCO se apoiar numa outra, a Monumento Nacional, já anunciada em 2019. “O processo nunca parou. Esteve em contínua ação. Há duas candidaturas que estão a avançar, mas não com a mesma intensidade. Quando há entidades externas, há timings a que estamos sujeitos. Quando depende de nós, aceleramos”, frisou Ana Cotter, aos jornalistas, após finalizada a ordem de trabalhos.

Classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1977, enquanto área que guarda a memória das indústrias de curtumes que ali funcionaram, Couros faz parte da lista indicativa de Portugal a Património Mundial da UNESCO, como extensão do centro histórico classificado desde 2001. Já neste ano, a abertura de procedimento para a ampliação do centro histórico foi publicada em Diário da República a 15 de abril e o plano de gestão para o Centro Histórico e Couros foi aprovado em maio, tendo suscitado um ciclo de discussões em seu torno.

Quanto à DCH, a vereadora prometeu que o resultado do concurso saber-se-á “em breve”, apesar de, nos últimos anos, ter funcionado com um coordenador: José Carvalho, engenheiro da Câmara Municipal. “Uma divisão da Câmara tem sempre uma estrutura. Tivemos um período com um coordenador, mas é sempre melhor haver algo mais concordante com aquilo que as outras divisões fazem”, reconheceu.

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