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Ano um

Ricardo Freitas
Opinião \ segunda-feira, julho 03, 2023
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Desejo que seja o “ano um”, o prosseguir do trabalho que foi feito, não eternizando o “ano zero” que já estamos um pouco fartos de ouvir e testemunhar.

Enquanto muitos Vimaranenses e Vitorianos se preparam para ainda gozar o seu merecido período de férias de verão, o plantel do Vitória dirigiu-se para o Algarve, não com o mesmo intuito, mas sim para o estágio de uma nova temporada.

O atual plantel recomeçou os trabalhos na semana passada e utilizo a palavra recomeçou propositadamente. Recomeçar significa começar de novo; refazer depois de interrupção; retomar. Depois da época positiva que tivemos, talvez já poucos se lembrem do início de época atribulado, com a mudança da equipa técnica a poucos dias do início da temporada e como as expetativas eram baixas face ao plantel jovem e maioritariamente inexperiente nestas andanças da primeira liga.

A manutenção da equipa técnica, a permanência da maioria dos jogadores mais utilizados na última época, a chamada de alguns jovens da equipa B fazem-me acreditar que não vamos ter de começar outra vez tudo de novo, mas apenas retomar o caminho traçado no último ano.

Desejo que seja o “ano um”, o prosseguir do trabalho que foi feito, não eternizando o “ano zero” que já estamos um pouco fartos de ouvir e testemunhar.

É necessário termos a consciência que será uma temporada difícil, com altos e baixos (espero sinceramente com mais altos), em que teremos de gerir bem as nossas expetativas (que é ganhar sempre) e, principalmente, não esquecer nos períodos mais difíceis que este plantel é o mesmo que no último jogo em casa comungamos uma bonita união.

Temos a consciência que não jogamos sozinhos, mas com a manutenção de grande parte da estrutura, que apesar de jovem agora é mais experiente, obviamente desejamos ainda melhores resultados. Portanto, é natural que as expetativas subam e a exigência/cobrança seja um pouco maior. A nós, adeptos e sócios Vitorianos está implícito estarmos presentes e apoiar, aliás, como sempre temos feito, independentemente dos resultados da equipa.

Por último, não podia deixar de partilhar uma reflexão sobre a eleição de Alexandrina Cruz como Presidente do Rio Ave. É uma excelente notícia a eleição de uma mulher para um dos cargos mais importantes num clube de futebol, porque fazem falta mais mulheres nos órgãos sociais dos clubes. Se é verdade que o Vitória é dos clubes com mais sócias e adeptas presentes no estádio, também não é menos verdade que ainda temos um longo caminho a percorrer. Habitualmente, nas eleições ao Vitória, as listas candidatas apresentam poucas ou nenhumas mulheres aos órgãos sociais do clube, e quando apresentam é sempre para uma segunda linha. Atualmente, nos nossos órgãos sociais temos apenas uma mulher, Ana Margarida Teixeira como Vice-presidente do Conselho de Jurisdição, em 11 cargos possíveis! Não é certamente por falta de competência e perfil das associadas Vitorianas! Temos de mudar este paradigma no nosso Vitória, e quem sabe, podemos começar já com a cooptação que o clube terá de fazer para a administração da SAD.

Saudações Vitorianas!

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