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Eu fico em Portugal

Ruthia Portelinha
Opinião \ domingo, maio 02, 2021
© Direitos reservados
Considerando o contexto em que vivemos, a escolha do próximo destino de férias será mais ponderada e, possivelmente, repetir-se-á a descentralização do turismo registada em 2020.

Dias mais longos, temperaturas amenas e a Natureza a explodir têm uma consequência pavloviana no cérebro dos amantes de viagens. Chegou o tempo de preparar novas aventuras.

Chegou o tempo - o mote da campanha do Turismo do Centro que antecedeu o verão de 2020 ressoa como um despertador. A expectativa é uma espécie de fervura. Portugal ou estrangeiro? Cidade ou natureza? As possibilidades multiplicam-se.

Podemos reconsiderar os destinos que ainda não visitámos ou atualizar sonhos, de acordo com o viajante que habita em nós e que redescobrimos, a espaços regulares. Podemos também voltar aos lugares onde já fomos felizes, apesar do que diz a disparatada expressão popular. Não para repetir a felicidade antiga, mas para forjar uma felicidade nova, sob um novo olhar e uma nova maturidade.

Se o processo de desconfinamento não for interrompido, é perfeitamente legítimo voltar às levadas da Madeira, às lagoas açorianas, aos trilhos do Gerês, às charmosas encostas do Douro, às ondas da costa vicentina, à farta mesa minhota. E ser igualmente feliz, explorando Portugal como se fosse a primeira vez.

Não quer dizer que destinos mais longínquos não continuem tentadores. Porém, muitos portugueses terão ainda receio de fazerem viagens mais longas, sem esquecer as famílias afetadas com perda de empregos e/ou rendimentos por causa da pandemia e que pouco poderão viajar.

Aliás, um estudo recente estima que mais de 70% dos portugueses planeia viajar no verão, sobretudo no próprio país ou fazendo escapadinhas na Europa.  Para todos os que não querem, ou podem, viajar para o estrangeiro, é altura de perceberem porque Portugal foi distinguido como “o melhor destino do mundo”, três anos consecutivos (2017-2019), lugar que perdeu em ano de pandemia para as Maldivas, apesar de manter a chancela de “melhor destino europeu”. Não é pouco o que se pode usufruir nestes 92 mil quilómetros quadrados.

Se lhe falta a inspiração, saiba que, por altura do primeiro desconfinamento, cerca de meia centena de membros da “ABVP – Associação de Bloggers de Viagem Portugueses” (abvp.pt), da qual sou cofundadora, lançaram a missão #euficoemportugal.

Foi um modesto contributo para a recuperação do turismo nacional, que resultou em centenas de artigos e partilhas nas redes sociais, num podcast na Antena 1, que terá o seu epílogo em breve, com um livro de crónicas. A ação concertada abrangeu todos os distritos de Portugal continental, privilegiando os territórios de baixa densidade, onde a atividade de pequenos operadores turísticos tem grande impacto nas economias locais.

Considerando o contexto em que vivemos, a escolha do próximo destino de férias será mais ponderada e, possivelmente, repetir-se-á a descentralização do turismo registada em 2020. Em Portugal ou no estrangeiro, o importante é fazer escolhas responsáveis, respeitar as medidas de segurança e promover um turismo mais autêntico e sustentável. Porque o vírus continua à espreita.

Ruthia Portelinha | https://bercodomundo.com/ 

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