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“Ouve o Grito”

Pedro Carvalho
Opinião \ terça-feira, janeiro 31, 2023
© Direitos reservados
Como se canta no início de todos os jogos em casa, é preciso que a Direção ouça o grito, ouça a voz da sua gente, para chegarmos à vitória sempre, sempre!

Escrevo esta crónica após o grito de vitória que libertamos após o desespero que nos assolou depois do golo do Chaves. Todos nós sofremos com aquele golo de Abass que repôs uma igualdade que já se anunciava a partir do minuto 40, altura em que o Chaves começou a ameaçar seriamente a nossa baliza. O Chaves a partir desse minuto 40 passou a ser mais perigoso e em grande parte do segundo tempo dominou mesmo o jogo. A maioria de nós já começava a recear um nono jogo sem vencer. E se aos 95 minutos o empate parecia uma fatalidade, dois minutos depois Safira permitiu-nos a todos, inclusive jogadores, gritar a plenos pulmões e festejar aquele precioso golo que interrompia essa série negra de 8 jogos sem vencer. O estádio estremeceu e apesar de ainda ter existido uma jogada perigosa do Chaves logramos triunfar e festejar uma vitória que nos vinha escapando.

Este resultado é importante, mas não podemos descansar porque se já tivemos um desempenho um pouco melhor que nos últimos jogos, o certo é que estamos longe de ter consistência e qualidade no futebol praticado (o que só acontece a espaços), não resultando estes insucessos sucessivos de nenhuma malapata como defendeu António Miguel Cardoso, mas sim de uma inconsistência tática, de uma insegurança defensiva e de falta de concentração de alguns jogadores, que teimam em errar em momentos do jogo e em zonas do campo em que esses erros são fatais. Faltam-nos também alternativas de qualidade para sectores chave da equipa e que exista um trabalho de recuperação e de prevenção de lesões mais eficaz. É preciso trabalhar muito e é preciso capitalizar emocionalmente esta vitória e, se ainda for possível, reforçar a equipa com os jogadores chave de que carecemos, porque o campeonato ainda é longo, e não podemos estar descansados com o 6º lugar que ocupamos e temos que ambicionar pelo menos o 5º lugar.

Mas nem tudo foram boas notícias neste final de semana futebolístico. Antes pelo contrário, tivemos várias más notícias, a começar com o Vitória B a perder mais um jogo e ainda para mais contra o nosso rival Braga B, que nunca, se não estou enganado, nos tinha ganho desde que existe equipa sénior B no Vitória Sport Club. Mas mais grave e preocupante foi os SUB-19 do Vitória não se terem apurado para a fase final do respetivo campeonato, cuja primeira fase terminou no pretérito dia 28 janeiro. Ao contrário do que aconteceu o ano passado, o Vitória S.C. não se apurou para essa fase final. Este resultado isolado não deveria preocupar grandemente, mas preocupa porque esta mesma equipa era porventura a mais experiente da competição, uma vez com a supressão da equipa de sub-23, a maioria dos jogadores já faziam parte do plantel no ano passado, sendo que do 11 base, 9 desses juniores, a maioria de 2º ano, são profissionais. No ano passado, em que vários destes atletas eram juniores de 1º ano, os mesmos, no ambiente competitivo que existia e com a coordenação técnica que existia, motivados e bem dirigidos, foram capazes de se apurar em segundo lugar, logo atrás do FC Porto. Este ano a Direção do Vitória decidiu fazer alterações profundas na coordenação e equipas técnicas da formação e suprimiu a equipa de SUB-23, tudo com reflexos na competitividade nos diversos escalões e na retenção e potenciação de jogadores jovens. A Formação é crucial para o Vitória SC e para o próprio futebol português.

 Ver os SUB-19 de Vizela e de outros clubes minhotos a terem melhores desempenhos que os nossos SUB-19, e perceber que foi dado um passo atrás na Formação e que há clubes aqui ao lado a superiorizarem-se em termos de qualitativos e a serem capazes de vir contratar ao nosso clube, como aconteceu com o Sylvestre Costa, que o Vizela contratou recentemente.

Como se canta no início de todos os jogos em casa, é preciso que a Direção ouça o grito, ouça a voz da sua gente, para chegarmos à vitória sempre, sempre!

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