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Álgebra eleitoralista socialista: câmara municipal VS centralismo

Carlos Caneja Amorim
Opinião \ terça-feira, maio 03, 2022
© Direitos reservados
Com a maioria absoluta vem a responsabilidade absoluta, e o PS tem essa maioria na nossa autarquia e no Governo da República: é chegado o momento de apresentar resultados.

Na última Assembleia Municipal de Guimarães de 2021, realizada em dezembro, a uma só voz, o senhor Presidente da Câmara Municipal e o Grupo Parlamentar do PS davam nota pública, com indisfarçável orgulho, que a cooperação entre a Câmara Municipal e o Governo da República tinha atingido níveis de excelência.

Num país em que o centralismo é uma gritante entorse à democracia, estranhou-se tal entusiasmo, qual oásis. Fez recordar um paralelismo alegórico: à obra literária “A Utopia” de Thomas More, respondeu, em homenagem, Erasmo de Roterdão com a obra “Elogio da Loucura”…mas, voltemos à Assembleia de dezembro último: sabia-se, que, à altura, era “tempo de vésperas” por referência às eleições legislativas de 30 de janeiro, e era importante polir e dar brilho às variáveis da equação e dar boa nota pública ao Governo Socialista em termos de conta-corrente política com o Município de Guimarães.

Imperativo é agora sindicar a bondade de tais afirmações e a veracidade de tão alegado período virtuoso, visitando uma exígua amostra de projetos que tardam em deixar de ser simples promessas. Impõe-se perguntar:

(I) Para quando o regresso do Alfa pendular a Guimarães, suspenso com a justificação da pandemia?;

(II) Qual a razão para o Plano Nacional Ferroviário não sinalizar nem garantir a ligação de Guimarães à alta velocidade? Vai-se perder a oportunidade única do PRR e de fazer-se de Guimarães o portal de entrada para o interior do país da alta velocidade ferroviária?

(III) Como se justifica a imperdoável demora relativamente à entrada em funcionamento do Centro de Hemodinâmica do Hospital da Senhora da Oliveira, o qual foi pago pela sociedade civil de Guimarães em tempos já bem longínquos e que está pronto a funcionar e cuidar de doentes coronários, permitindo realizar cateterismos cardíacos e angioplastias no Hospital de Guimarães?

(IV) Quando chegará o momento para o anunciado, com pompa e circunstância, “Campus da Justiça de Guimarães” começar a ser uma realidade?

(V) Para quando a urgentíssima reabilitação da Igreja da Santa Marinha da Costa, sendo reconhecido pela Câmara Municipal o acentuar, a cada dia que passa, do seu estado de degradação?

(VI) Por sua vez, para quando a reabilitação do Bairro Social da Emboladoura, em Gondar, o qual está num estado que nos envergonha a todos, parecendo, literalmente, um edifício situado em Mariupol?

Com a maioria absoluta vem a responsabilidade absoluta, e o PS tem essa maioria na nossa autarquia e no Governo da República: é chegado o momento de apresentar resultados. Que ninguém duvide: os vimaranenses não entenderão que todas estas reivindicações não tenham a devida e competente resposta; o tempo de espera começa a ser insustentável. Se a comunidade vimaranense, cansada de esperar, tiver de recorrer à rua como forma de dar visibilidade aos seus protestos, cumpre equacionar: de que lado estará a Câmara Municipal? Ao lado da sua comunidade em defesa dos seus superiores interesses ou ao lado do Governo da República, apenas e só em nome dos interesses do PS?

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