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Coelima

Alfredo Oliveira
Opinião \ sexta-feira, maio 14, 2021
© Direitos reservados
Não haverá paralelo no norte de Portugal de uma empresa, a completar 100 anos em 2022, se confundir e misturar com a história e desenvolvimento de um território.

Quando se fala da Coelima pensa-se em algo mais do que uma simples empresa. São memórias de outros tempos que vêm ao de cima. O espírito do que era pertencer a esta empresa terá começado a morrer a partir dos fins dos anos 80, do século XX.

A empresa não foi conseguindo adaptar-se ao processo de globalização a que o mundo assistia e foi deixando de ser competitiva na sua atividade e, por arrasto, na sua dimensão social.

Instalada num território densamente povoado, teve tudo o que era necessário para se impor no mercado nacional e internacional. Mão de obra disponível para uma indústria tipicamente intensiva, matérias-primas abundantes, de qualidade e a preços muito baixos, uma sociedade ávida por novos produtos, mas diferenciadores e, por fim, a visão de um grande homem, Albano Coelho Lima, que soube ir mais além do que entendemos por ser empresário, nos dias de hoje.

Até aos anos 80 do século já referido, qualquer trabalhador desejava entrar na Coelima, pelas condições que oferecia. Para as gerações mais antigas, surgindo este tema, todos têm memórias e histórias que contam com vivacidade, momentos vividos pelas pessoas que se deslocavam das mais diversas freguesias do concelho, para irem trabalhar, para participarem nas festas de Natal e nas diversas equipas fundadas e patrocinadas pela empresa, bem como pelas suas infraestruturas, passando pelo ensino e a área cultural. Para não falar de um dos episódios mais pitorescos da relação laboral na empresa, como a oferta de um Mercedes-Benz 220 SE dos empregados ao patrão, a 29 de Setembro de 1965.

A própria revista produzida internamente mostra que não estamos perante uma empresa normal. Os volumes da compilação do seu Boletim, inicialmente chamado Miral, publicados entre 1964 e 1984, são um manancial de informação da história da Coelima e desta região. Estão à espera que alguém mergulhe nas suas páginas e as transforme num livro para bem da história de Guimarães.

Não haverá paralelo no norte de Portugal de uma empresa, a completar 100 anos em 2022, se confundir e misturar com a história e desenvolvimento de um território.

 

Este é o destaque desta segunda edição do Jornal de Guimarães em Revista. Nas restantes páginas, o leitor poderá encontrar um conjunto de trabalhos e crónicas diversificadas que se complementam.

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Boas leituras!

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